Por bianca.lobianco
Foto do dinamarquês Jacob SobolDivulgação

Rio - Aders Petersen passou quatro anos frequentando um bar em Hamburgo, na Alemanha. Como os outros clientes, ele também procurava prostitutas, travestis e drogas, mas de outra maneira. Com a sua Contax T3, o fotógrafo sueco documentou intimamente o submundo de personagens à margem da sociedade europeia.

Chamado de Café Lehmitz, como o próprio local, a série se tornou uma referência para fotógrafos como o dinamarquês Jacob Sobol, outro mestre da fotografia documental com interesses similares ao de Petersen. Os trabalhos de ambos constituem a exposição ‘Veias’, que fica na Caixa Cultural até 8 de novembro.

O nome escolhido, além de refletir um elemento recorrente nas 165 obras expostas, retrata a natureza dos trabalhos de Petersen e Sobol. “À primeira vista, as imagens dos dois fotógrafos podem parecer fortes e impiedosas, mas, indo além da superfície, ou da pele, são uma representação intensa e quente”, analisa o sueco Imants Gross, curador da exibição, que é promovida pelo Instituto Cultural da Dinamarca. 

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