'Mate-me Por Favor' ganha prêmio em Veneza e estreia no Rio

Filme será exibido no Festival do Rio a partir do dia 3 de outubro

Por O Dia

Rio - ‘Sonho’ e “surreal” são as palavras que Valentina Herszage e Dora Freind usam para descrever os dias no 72º Festival Internacional de Cinema de Veneza, uma das principais competições internacionais da sétima arte, que começou dia 2 de setembro deste ano. Junto com Julia Roliz e Mariana Oliveira — no ar em ‘Malhação’, na Globo — elas formam o jovem elenco de ‘Mate-me Por Favor’, filme de Anita Rocha da Silveira, que conquistou em conjunto o prêmio independente Bisatto D’Oro de atuação. A partir do dia 3 de outubro, o filme será exibido no Festival do Rio, concorrendo a melhor longa de ficção na Premiére Brasil. As atrizes esperam que o sucesso se repita aqui também.

Dora Freind%2C Mariana Oliveira%2C Valentina Herszage e Julia Roliz em cenaDivulgação

“Estou curiosa para ver a reação da plateia brasileira. Em Veneza, não podia ter sido melhor”, comemora Anita, que também emplacou o filme no Festival de Valdivia no Chile. A diretora foi um dos três cineastas brasileiros a exibirem na mostra ‘Horizontes’, que teve como vencedor ‘Boi Neon’, de Gabriel Mascaro e com Juliano Cazarré.

“O tapete vermelho, os fotógrafos chamando o nosso nome... Foi coisa de filme”, lembra Dora, de 17 anos, que interpreta Renata, amiga da protanista Bia (Valentina Herszage), na trama rodada na Barra da Tijuca. Longe do astral comum dos filmes de adolescente, a câmera observa Bia em meio a uma série de assassinatos. “É um filme fantástico. Uma mistura da descoberta do prazer sexual com os medos comuns de garota”, analisa Anita.

Valentina, 17 anos, que já foi premiada por sua interpretação no curta ‘Direita É a Mão Que Você Escreve’, em 2009, no Festival de Cinema de Maringá, conta que o elenco teve liberdade para mexer no roteiro, colocando suas gírias, por exemplo. “Acho que o mais legal do filme é que ele é realista, trata os adolescentes com seriedade”, reflete a atriz.

Num momento de sucesso do cinema feito por mulheres com a indicação de ‘Que Horas Ela Volta?’ como representante do Brasil no Oscar, Anita acredita que a situação ainda não é ideal. “É um mundo machista. Escutamos comentários maldosos. Filmes com protagonistas mulheres faltam no mercado brasileiro”, opina. 


*Reportagem de Clarissa Stycer

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