Por bianca.lobianco
Cena do filme ‘Chico%3A Artista Brasileiro’%2C de Miguel Faria Jr.Divulgação

Rio - Não se afobe não que nada é pra já”. O verso da canção ‘Futuros Amantes’, do homenageado da cerimônia de abertura do Festival do Rio, poderia servir de mote para os cinéfilos nas próximas semanas. Com a exibição para convidados do documentário ‘Chico: Artista Brasileiro’, de Miguel Faria Jr., começa hoje, às 21h, no Odeon, o mais importante festival de cinema do Brasil.

Serão 250 filmes de mais de 60 países numa programação dividida entre clássicos e novidades. É preciso muito critério e afobação limitada para não se perder diante de tanta oferta. Dentre os destaques internacionais estão diretores como os irmãos Taviani (‘Maravilhoso Bocaccio’), Nanni Moretti (‘Mia Madre’), Wim Wenders (‘Tudo Vai Ficar Bem’) e o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes Denis Villeneuve (‘Sicario: Terra de Ninguém’).

O evento deste ano marca o retorno de uma importante parceria, entre o Festival do Rio e a Cinemateca do Museu de Arte Moderna, através da mostra Tesouros da Cinemateca. Serão exibidos filmes clássicos do cinema mexicano dos anos 40 e 50 seguidos de um seminário, de terça a sábado da próxima semana, com professores universitários.

A Première Brasil, mostra competitiva, promete ser a mais disputada dos últimos tempos, mostrando a qualidade e a diversidade do cinema brasileiro contemporâneo, representadas por cineastas como Luiz Carlos Lacerda (‘Introdução à Música do Sangue’), Sandra Kogut (‘Campo Grande’), Sérgio Machado (‘Tudo que Aprendemos Juntos’), Roberto Berliner (‘Nise — Coração da Loucura’), Alberto Graça (‘Beatriz’) e Ruy Guerra (‘Quase Memória’). Além, é claro, de ‘Mate-me por Favor’, de Anita Rocha Silveira, e ‘Boi Neon’, de Gabriel Mascaro, ambos premiados no recém-encerrado Festival de Veneza.

A Première Latina traz pelo menos dois filmes excelentes: ‘Paulina’, de Santiago Mitre, Prêmio da Semana da Crítica em Cannes, e ‘Allende Meu Avô Allende’, de Márcia Tambutti, Prêmio de Melhor Documentário no mesmo Festival. Pois bem, só nesta coluna citamos 15 filmes, praticamente um por dia. Nada para cinéfilos acostumados a até seis sessões diárias. Mas não se afobe. Ano que vem tem mais.

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