Fotobiografia revela a simplicidade de Irene Ravache

‘Simples Assim, Irene’ conta com 70 fotos de uma estrela sem frescura

Por O Dia

A atriz com Cacau Hygino%2C autor da fotobiografia ‘Simples Assim%2C Irene’Divulgação

Rio - Se uma imagem fala mais do que mil palavras, o que dizer das 70 que ilustram ‘Simples Assim, Irene’ (M. Books Editora, 192 págs., R$ 50), fotobiografia assinada por Cacau Hygino que retrata os 71 anos de vida e mais de 50 de carreira de Irene Ravache? O passeio pelos registros históricos da trajetória da atriz que faz a Vitória de ‘Além do Tempo’ são acompanhados por prefácio de Silvio de Abreu, poema de abertura de Carlos Dimuro e 73 depoimentos de colegas de profissão, como Regina Duarte, Tony Ramos e Gloria Pires. Já no começo da caminhada, o leitor entende a inspiração do título do livro, que será lançado hoje, às 20h, no Brisa Barra Hotel.

“A Irene é simples no jeito de ser, na maneira de lidar com a vida, é prática e objetiva. O curioso é que quando pedi as declarações para o livro não contei qual seria o título para não influenciar ninguém, mas simplicidade foi o adjetivo mais recorrente. Irene não se deixou contaminar por ser uma estrela”, diz Hygino.
Nem pela fama. “Vou ao supermercado mesmo estando no ar com uma novela de muito sucesso e tenho preguiça de ir às festas que exigem que eu faça maquiagem, cabelo e use salto alto”, comenta a atriz.

Só não peça para fazer uma selfie com Irene. “Eu não tiro selfie e digo que a pessoa também não deveria tirar. A gente fica com o nariz grande e o olho esbugalhado (risos). Sou simples, nunca me imaginei vivendo de outra forma, mas selfie eu não tiro”, diverte-se.

Foi assim, com naturalidade, que Irene mal sentiu o tempo passar. “Só me dei conta dos 50 anos de carreira quando alguém me falou sobre isso. Apenas trabalhei, fui fazendo o que tinha para fazer. Mas estou muito emocionada com esse livro, com os depoimentos dos colegas. Fico agradecida por essas manifestações tão amorosas, só lamento não ter tempo para fazer tudo o que eu quero. Tenho muita vontade de fazer um papel de homem e de uma nordestina”, conta.

Irene tem vários momentos marcantes no currículo. “Uma novela que não tenho como esquecer é ‘Sol de Verão’ (1982). A perda do Jardel Filho foi triste, dolorosa e impactante. No teatro, um trabalho que destaco é ‘Filhos do Silêncio’ (1982), em que fiz uma deficiente auditiva. No cinema, ‘Yvonne Kane’ (2014) foi um grande desafio porque rodei na África e precisava falar português com o sotaque de Moçambique”, enumera.

O passado de glórias anuncia um futuro promissor. “A sensação é de que esse livro ainda está em construção e que vai ter uma continuidade. Sou muito grata ao meu trabalho, que sempre me deixou de pé e me obrigou a seguir em frente”.

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