Por karilayn.areias
Publicado 30/11/2015 20:40 | Atualizado 30/11/2015 20:44
João Rodrigo Ostrower não esperava o sucesso de seus posts no FacebookDivulgação

Rio - Curtidas sinceras interessam a João Rodrigo Ostrower. De onda, como o próprio conta, ele começou a escrever piadinhas sobre a própria vida, os acontecimentos do momento e acabou ganhando fama no Facebook. Com o tempo, os ‘likes’ foram aumentando e os amigos dizendo que seus textos dariam um livro. E, como conselhos sinceros também o interessam, tratou de arregaçar as mangas, organizar suas minicrônicas e dar à luz ‘Instantaneamente’ (Ed. 7Letras; 84 págs.; R$ 35).

Dividas em capítulos temáticos, as tiradas falam sobre a vida digital, o amor, entre diversas situações e conclusões do dia a dia de Ostrower. “Há uns três anos, comecei a escrever piadinhas sobre a minha vida, sempre dando uma inventada também e colocando uma dose de humor”, lembra ele. “Mas comecei a ter um retorno: as pessoas curtindo e dizendo que eu tinha que fazer uma coletânea e publicar aquilo tudo”, completa.

Entre os incentivadores estão nomes como os atores Nathalia Dill e Luis Lobianco e o dramaturgo Jô Bilac. Junto a outras personalidades de várias áreas artísticas, eles assinam comentários sobre o livro, no lugar do que seria o prefácio tradicional. “O livro é sobre as coisas que eu venho fazendo”, comenta ele, que fecha o que chama de ‘Trilogia da Internet’, com ‘Instantaneamente’. “Escrevi uma peça (‘Paralelamente’) sobre o mundo da internet e como as relações mudaram com ela. Engraçado que me chamaram para escrever essa peça por conta das coisas que eu escrevia no Facebook”, conta o autor.

Teve até um post dele que rendeu uma música. “Você cria um evento, e uma desculpa eu invento, pra não ir, e não venha me curtir porque eu não vou te assumir. No máximo a gente pode ficar no chat enquanto eu vejo um vídeo da Barbareth (...)”, escreveu Ostrower em sua página, sem saber que o relato se tornaria a canção ‘Curto Circuito’ nas mãos do amigo Felipe Schuery.

“Uma curtida não vale nada na hora. Mas me rendeu muitas coisas depois”, avalia João Rodrigo. Mas se você não é um dos 3.898 amigos dele no Facebook e não o acompanha em sua timeline, talvez já o tenha visto por aí e até curtido seu personagem de Carnaval: o Alce. Para os que gostam da folia, Ostrower é figurinha fácil e chama atenção com seus chifres há 15 anos. Pois quem frequenta os blocos do Rio, provavelmente já o viu purpurinado por aí. Pois, segundo suas anedotas, finalmente, no fim do Carnaval de 2014, Gil relaxou e revelou que fez uma música para seu personagem: “ReAlce, quanto mais purpurina melhor”, descreve ele, gaiato, no livro. 

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