Festival promove multiplicidade de ritmos da música brasileira

'Todo Mundo tem Direitos' reúne artistas como Caetano Veloso e Ellen Oléria em show, no Parque de Madureira

Por O Dia

Rio - O palco do Parque Madureira vai se transformar na luta pela igualdade durante o Festival ‘Todo Mundo Tem Direitos’, que acontece hoje (dia em que se comemora o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos), a partir das 15h. Caetano Veloso, Flora Matos, Roberta Estrela D’Alva e muitos outros artistas vão se juntar a Ellen Oléria, vencedora do ‘The Voice Brasil’, para dar voz a um discurso social através da música. No total, mais de 50 músicos vão se apresentar no evento, que é gratuito e ainda tem rodas de conversas, intervenções artísticas e instalações.

“A gente está num momento histórico em que precisamos chamar a responsabilidade da política para a gente. Política tem a ver com nossas escolhas e práticas cotidianas”, avalia Ellen Oléria, que é doadora da Anistia Internacional.

Festival promove defesa da cidadania brasileiraDivulgação

Poliana Martins, uma das produtoras voluntárias do festival, conta que a iniciativa surgiu da Anistia Internacional, mas o projeto cresceu tanto que resolveram criar o evento para abranger discussão de diversos temas sociais. “Nenhum dos artistas está recebendo cachê. São pessoas se diversas origens, com narrativas diferentes, mas que defendem os direitos humanitários”, diz Poliana, reforçando também que cada cantor fez questão de selecionar um repertório que tem a ver com o evento.

“Deixamos eles livres para escolher as canções, mas todos pensaram em músicas que dialogam com o momento”, acrescenta.
“Estamos vivendo um retrocesso nos direitos e não é tempo de olhar para trás. Esse festival é um ato político muito importante, está unindo várias vozes e olhares. Para falar de direitos, a gente precisa olhar para o lado”, menciona Ellen.

Mas ela garante que os nomes de alguns políticos que costumam causar polêmicas relacionadas às minorias não devem ser citados no evento. “Estou falando por mim. Acredito que um dos braços mais fortes é a invisibilidade. Optei por deixar invisível o que me violenta e vou trazer à memória o que pode me trazer esperança. Vamos viabilizar o que pode ser revolucionário e útil”.

Entre algumas das organizações envolvidas no evento estão a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Justiça Global e Anistia Internacional. “Vamos falar de amor, solidariedade, celebrar a vida”, acrescenta a cantora.

Para quem gosta de misturar ritmos, lazer e reflexão, o evento é uma ótima opção. “Temos uma multiplicidade imensa no palco, cada artista de um lugar, e vamos aproveitar a força da música brasileira. Vamos juntar batidas do hip hop com afoxé, o samba com as distorções do rock, o blues, jazz e o maracatu. Trazer tudo para atualidade para falar de amor”, aposta a cantora.

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