Por roberta.campos

Rio - ‘O casamento vem do amor, assim como o vinagre do vinho.” Lord Byron disse isso, o que só reforça a sua fama de pessimista, já que se casamento não fosse bom, ninguém continuava casando. Casa-se muito e divorcia-se muito também. Será que alguém ainda duvida de que o ser humano nasceu para casar? E para separar?

Se os divórcios não param de crescer, é sinal de que as pessoas não dependem mais tanto umas das outras. As pessoas não têm medo de experimentar e se casam rapidamente, fruto dos tempos acelerados. Faz parte da nossa natureza buscar o encantamento e a felicidade. Lord Byron comparou o casamento ao vinagre associando vinho a paixão, o que ele não sabia sobre o futuro de nós todos é que procuramos ficar com o vinho prolongando o seu sabor, como enólogos da felicidade, e não temos mais interesse em degustar o vinagre.

Muitas vezes, em conversas informais, me deparo com homens e mulheres quase se desculpando ou confessando, tímidos e culpados, que estão no terceiro ou até mesmo quinto casamento. Vergonha de quê? Gostam do ritual, da parceria do dia a dia, da festa ou do aconchego? Então casem-se, quantas vezes julgarem necessário.

Portanto, quem casa e acerta de primeira, acertou os números da loteria e os menos sortudos, ou os amantes de vinho mais exigentes, que encham o peito de orgulho e os olhos de alegria quando tiverem que dizer: “Me casei mais uma vez” ou “Estou no quarto casamento”. 

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