Por roberta.campos
Publicado 20/12/2015 13:34 | Atualizado 20/12/2015 13:47
Ator interpreta Ara, líder de um bando de motoqueiros armados que atua no sertãoDivulgação/Marcos Camargo

Rio - Cauã Reymond é bonito, tem um corpo escultural, já foi casado com Grazi Massafera, faz sucesso na carreira e, mesmo com tudo isso, o Juliano de ‘A Regra do Jogo’ recorre ao misticismo quando se sente angustiado. “Mas nunca pedi para trazer a pessoa amada em três dias”, faz questão de ressaltar ele, que está solteiro, às gargalhadas.

“Mas estou esperando ela aparecer. Tenho que encontrar, né? Já fui à cartomante, já jogaram búzios para mim, foi ótimo. Costumo ir em momentos de angústia ou quando estou passando por uma fase delicada em relação à saúde, não a minha, mas de alguém próximo. Minha mãe também é astróloga, faz meu mapa astral”, comenta ele, que acredita que muitas pessoas nascem com esse dom.

Foi essa crença que serviu de combustível para Cauã interpretar Ara, líder de um bando de motoqueiros armados que atua no sertão nordestino no filme ‘Reza a Lenda’, que estreia dia 21 de janeiro. Ara é um homem sério, cabra macho de poucas palavras, que parte em uma missão em busca de um milagre: uma santa que faz chover no sertão, quando levada para o lugar certo.

“Ara só fala quando está engasgado. Se a gente for analisar, muitos líderes só exercem a liderança através da palavra ou da força. Muitas pessoas mais espiritualizadas tendem ao silêncio”, explica Cauã. “Eu sou bem falante, até gostaria de falar menos, mas cada um vem com o peso que consegue carregar”, diverte-se. O longa do diretor Homero Olivetto questiona se a fé está restrita a imagens físicas ou se existe uma comunicação direta com Deus.

O galã em cena de 'Reza a Lenda' com Luisa Arraes, que vive Laura Divulgação/Marcos Camargo



E nesse meio também sobra espaço para romances picantes. Sophie Charlotte, como Severina, e Luisa Arraes, no papel de Laura, dividem as cenas de sexo com o galã, que exibe parte do corpo desnudo. “Na pré-estreia, quando apareci pelado fiquei com vergonha, saí do cinema”, confessa.

Mas ele está preparado para os suspiros, quem sabe até uma repercussão parecida com a que teve o bumbum de Rodrigo Lombardi, exibido em ‘Verdades Secretas’? “Mas o dele tinha mais de um milhão de pessoas vendo, se nosso filme conseguir levar essa quantidade de espectadores para o cinema, está tudo certo”, sugere, aos risos.

Sophie Charlotte é outra musa que faz par com Cauã Reymond no longa%2C que estreia em 21 de janeiroDivulgação/Marcos Camargo

Cauã, que também é coprodutor do longa, aprendeu a andar de moto e tirou habilitação para pilotar o veículo de duas rodas durante as filmagens. “Um dos melhores momentos foi pilotar, também passei um dos dias mais inesquecíveis da minha vida vendo a beleza da paisagem daqueles lugares (regiões de Pernambuco e da Bahia), a harmonia do set, sem nenhum grande pega pra capar. Foi uma sensação de liberdade, e eu estava preparado para vivenciar aquilo”, admite.

As experiências que o novo papel trouxe para a vida de Cauã são as mais diversas possíveis. O ator conta que pôde se reconectar com a espiritualidade por conta da criação de seu personagem. “Sou católico, batizado e tenho fé. Mas sou a favor de tolerância. Vivemos num mundo com tantos problemas, com guerras religiosas, tudo pela falta da tolerância e da crença.”


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