Confira os dez melhores filmes de 2015

'Que Horas Ela Volta', 'Divertida Mente', 'Star Wars: O Despertar da Força' e 'Mad Max: A Estrada da Fúria' estão entre as melhores produções do ano

Por O Dia

Rio - O ano de 2015 reservou grandes emoções para quem curte cinema. Teve o retorno de “Star Wars”, um novo exemplar de 007, o adeus (por enquanto) à franquia “Jogos Vorazes”, o retorno da Pixar à boa forma, a bilionária nostalgia do parque dos dinossauros, heróis conhecidos (“Vingadores”), heróis novatos (“Homem-Formiga”) e filmes de Oscar que realmente mereciam o prêmio.

Foi um bom ano para o cinema e a lista dos dez melhores filmes de 2015 tenta refletir a diversidade de um ano especialmente positivo para a ficção científica, o terror, o cinema nacional e a animação, que asseguraram representantes no ranking.

'Que Horas Ela Volta%3F'%2C 'Divertida Mente'%2C 'Star Wars%3A O Despertar da Força' e 'Mad Max%3A Estrada da Fúria' estão entre os melhores filmes de 2015Divulgação


“Birdman: ou a Inesperada Virtude da Ignorância”

O Grande vencedor do Oscar 2015 estreou em nossas salas em 29 de janeiro. Dirigido com inventividade pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, o filme traz Michael Keaton na pele de um astro que largou uma lucrativa franquia de super-herói e tenta se reinventar no teatro. Abusando da metalinguagem, “Birdman” alia inteligência e inquietação para falar de Hollywood, mas também de coisas como vaidade e insegurança.


“Mad Max: Estrada da Fúria”

George Miller, um senhor australiano de 70 anos que andava fazendo coisas fofas como“Happy Feet: O Pinguim”, mostrou em 2015 como se faz filme de ação. “Estrada da Fúria”, um misto de sequência e reimaginação da trilogia “Mad Max”, toda assinada pelo próprio Miller, é um colosso de poeira, caos, violência e entretenimento como há muito não se via. É, também, um perola feminista sem igual em Hollywood.



“Divertida Mente”

A animação da Pixar que mostra o funcionamento das emoções dentro do cérebro de uma criança é aquele tipo de filme que funciona com as crianças, mas cativa os adultos. Nenhum filme no ano foi tão eloquente em ganhar o coração da audiência. Com um roteiro francamente genial em toda a sua simplicidade, “Divertida Mente” se fiou como o “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” da animação.

'Divertida Mente' foi o destaque entre os filmes de animaçãoDivulgação



“Corrente do Mal”

Filme de terror independente injustamente pouco visto em sua rápida passagem pelos cinemas do País. A ideia é bem simples. Uma entidade não nominada e que pode assumir qualquer forma te persegue até te matar. A única forma de você se livrar dela é transmitindo essa sina por meio do ato sexual para alguém. Dirigido pelo novato David Robert Mitchell, “Corrente do Mal”, a partir da esperta metaforização com as DSTs, discute o conceito de maldade, e amor, sob uma perspectiva totalmente original.  



“Ponte dos Espiões”

Quando Steven Spielberg faz um filme sério, ele chama pouca atenção e isso geralmente é injusto. “Ponte dos Espiões”, um thriller de espionagem ambientado durante a guerra fria, reúne o melhor da Hollywood pensante com o melhor da Hollywood edificante. De quebra, é o Spielberg de “Munique” trabalhando em conjunto com o Spielberg de “E.T”. Filmaço!


“Love 3D”

O cineasta Gaspar Noé é um polemista por natureza.  “Love 3D”, que chegou ao Brasil em setembro antes mesmo de estrear nos EUA, foi percebido como um filme pornô de arte. Intriga da oposição. Trata-se de uma vaidosa, sim, mas profundamente elaborada ressonância do sentimento sexual de uma relação amorosa. Difícil? Pode ser, mas “Love” traduz essa inquietação existencial com a novíssima concepção de ‘lirismo sexual’. Discurso e filme são de uma beleza ímpar.

'Love 3D' polemizou ao ser o primeiro filme erótico em tecnologia 3DDivulgação


“Que Horas ela Volta?”

O filme, que mesmo antes de estrear no Brasil, já colecionava prêmios e láureas internacionalmente, é das narrativas mais eficazes em capturar o Brasil e suas dicotomias sociais e culturais. Além do mais, o drama dirigido por Anna Muylaert, é uma poderosa crônica sobre a complexidade da maternidade. Impossível ficar indiferente.


“Casa Grande”

Outro filme brasileiro a enfocar o conflito de classes a partir do choque entre sala e cozinha. O filme de Fellipe Barbosa, no entanto, emoldura o derretimento da classe média no pós-Lula. É um retrato de um reposicionamento de forças socioeconômicas do tipo que o cinema brasileiro precisa se habituar a fazer mais.  


“Kingsman: Serviço Secreto”

O ano teve uma overdose de produções com a temática da espionagem, mas nenhuma foi tão feliz na premissa de divertir quanto esta aqui assinada por Matthew Vaughn (“Kiss Ass – Quebrando Tudo”). Colin Firth faz às vezes de tutor de um jovem problemático no serviço secreto inglês. Cinismo de grandes proporções, cenas de ação bacanudas e um humor que beira o doentio de tão bom.


"Star Wars: O Despertar da Força"

O Episódio VII da saga criada por George Lucas chegou aos cinemas no meio de dezembro para revolucionar padrões de protagonismo em Hollywood. Com direção de J.J. Abrams, o longa traz à frente da franquia multibilionária uma garota, Rey, e um stormtrooper negro, Finn. Acima de tudo, "O Despertar da Força" tem roteiro redondo e atualíssimo. Dialoga com a geração que viu os filmes originais nos cinemas, mas também com os jovens que cresceram com "Jogos Vorazes". Não poderia haver maneira melhor de revigorar a série, desgastada com a trilogia dos anos 2000.

'Star Wars VII%3A O Despertar da Força' foi um dos filmes mais esperados do anoDivulgação



Reportagem: Reinaldo Glioche

* Colaborou Gustavo Abreu

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