Bia Willcox: A vida que se resolve (bem) online

'Em que situações eu ainda preciso estar presencialmente, digo, dois corpos ou mais num mesmo ambiente físico, para fazer as coisas e realizar vontades e desejos?'

Por O Dia

Rio - A reflexão que vou fazer agora, depois de matutar por um tempo, vai provocar pena de mim em muitos, tristeza em tantos outros e entusiasmo nos visionários, loucos, geeks e afins: Em que situações eu ainda preciso estar presencialmente, digo, dois corpos ou mais num mesmo ambiente físico, para fazer as coisas e realizar vontades e desejos?

A vida que se resolve (bem) onlineArte / O Dia


1- Definitivamente para fazer sexo. Ainda não inventaram um jeito de termos prazer virtualmente — sexo virtual não chega aos pés do real.

2- Dançar tem que ter gente em volta. Mas isso é uma caretice minha, pois muitos, mas muitos mesmo, dançam sozinhos e ficam felizes como se não houvesse amanhã.

3- Cirurgias e tratamentos invasivos, pois não confio em robôs, caso exista essa possibilidade.

4- Visitas a amigos e familiares que não usam as tecnologias de hoje e que devem sentir, portanto, a minha falta.

5- Beber com amigos. Não rola ser de longe nem por WhatsApp. Beber é um ato social e afetivo.
O que mais? Reunião de trabalho? Não, até o olho no olho podemos ter no Skype. E certamente menos dispersão. Tratar serviços, prospectar clientes, tirar dúvidas, dar aulas, examinar uma lesão (eu juro que dá), tomar uma decisão, ter uma DR, seduzir, prescrever remédio, dar bronca, treinar, até entrevistar pra um emprego (!!) ... tudo se resolve. E bem. Sinto muito a quem acha que falta algo. Não falta nada. Pelo contrário, elimina dispersão, atraso e subjetividades demais.

Acredito que as decisões tomadas online têm as mesmas chances de darem errado quanto às presenciais, mas com uma vantagem, com elas me sobra tempo pra abraçar e beijar, coisa que ainda não dá pra não fazer ao vivo e à cores.

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