Mauro Ferreira: Rihanna se despe de artifícios em novo CD

Artista prioriza canto e emoções reais em 'Anti, álbum em que foge do padrão pop

Por roberta.campos

Rio - Oitavo álbum de estúdio de Rihanna, ‘Anti’ é o melhor disco da cantora. Rihanna se despiu de artifícios, fugiu do estéril padrão pop de CDs anteriores e priorizou a voz em álbum que expõe a força de seu canto.

‘Anti’ passa longe das pistas.É um disco que alcança belos momentos em baladas. ‘Love on the brain’ é canção cujos vocais remetem ao ‘doo wop’, estilo musical dos anos 1950. ‘Higher’, prova de que Rihanna não precisa apelar para sensualidade vulgar, é balada de espírito ‘vintage’ que poderia figurar no catálogo áureo de soul e R&B da gravadora Motown. ‘James joint’, música com pouco mais de um minuto, reitera a habilidade da cantora para transitar com modernidade em ‘Anti’ por soul e R&B.

Rihanna lança o oitavo álbum de estúdio%2C ‘Anti’%2C em que dá voz a uma balada que remete ao estilo ‘doo wop’Divulgação/ Roc Nation

Baladas como ‘Close to you’ (homônima do hit dos Carpenters) dão o tom deste disco em que Rihanna canta amor e sexo com emoção real. Mas nem tudo são baladas. ‘Desperado’, de tom sombrio, e ‘Consideration’ são faixas pulsantes que se desviam do tom artificial da habitual produção de pop ‘dance’. Segura, Rihanna acerta até em tema da banda australiana Tame Impala, ‘Same old mistakes’. A estrela virou o o jogo (e o disco) a seu favor.

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