Por luis.araujo

Rio - Se não existe hora para o amor acontecer, muito menos lugar. Foi em meio à lama, no chiqueiro, que Anderson Di Rizzi, 37 anos, viu nascer um forte sentimento no coração de Zé dos Porcos, em ‘Êta Mundo Bom!’. No instante em que colocou os olhos em Mafalda (Camila Queiroz), o faz-tudo da novela das 18h se apaixonou perdidamente.

Anderson Di Rizzi já brigou por causa de porcosEstevam Avellar / Globo

Para não perdê-la de vista, aceitou trabalhar de graça na fazenda da família da amada. “Eu acredito tanto em amor à primeira vista quanto no amor construído. Mas o amor do Zé dos Porcos pela Mafalda é puro, platônico. Talvez falte coragem para se declarar porque ele já se sente feliz só em estar perto dela”, diz.

Enquanto Zé dos Porcos optou pelo silêncio em relação ao amor que sente por Mafalda, Romeu (Klebber Toledo) ganhou terreno e quase subiu ao altar com a mocinha da trama de Walcyr Carrasco. Fora da ficção, Anderson não correria esse risco. “Sou sincero em relação aos meus sentimentos. Não minto. Se amo, falo que amo. Se estou com saudades, falo que estou com saudades. Mas o Zé não sente o amor egoísta. Ele quer ver a Mafalda feliz mesmo que seja com outro homem”, comenta.

Anderson não ama em silêncio, tampouco sozinho. “Não insistiria em um sentimento que não fosse correspondido. Não sei amar sem ser amado. O Zé dos Porcos me dá um banho, é muito mais evoluído do que eu nesse sentido. Quando a pessoa não me dá bola ou a relação termina, eu sou radical. Sou do tipo que tira a pessoa das redes sociais e da lista de contatos. Não sou forte como o Zé dos Porcos, que sofre calado. Eu não quero mais saber de sofrer por amor”, revela o namorado da professora Taíse Galante, com quem está junto há cinco anos.

Mas nem só de diferenças vive criador e criatura. “Sou parecido com o Zé dos Porcos na preocupação em cuidar da mulher que eu amo. Quem ama, cuida”, comenta, complementando. “Também sou romântico e tenho bom coração.”

A paixão pelos animais é outro ponto convergente. “Amo os bichos e acho que eles são mais inteligentes do que a gente. O cachorro nasce sabendo amar, já o ser humano às vezes morre sem aprender a amar. Os porcos são bravos, vêm para cima quando se sentem ameaçados, mas eu entro no chiqueiro, coloco comida, faço carinho. Eles já estão habituados comigo”, conta.

E essa relação vem de longa data. “Quando era criança e passava as férias na roça, em Machado (MG), me revoltei ao ver o meu tio (João Enídio) matando um porco. Fiquei um tempão sem falar com ele. Chamei o meu tio de assassino e tudo (risos). Não como carne há três anos, só como peixe. Mas se o peixe for servido inteiro, eu não consigo comer”, observa.

Ator está fazendo sucesso na novela 'Êta Mundo Bom'João Cotta / TV Globo

Época de vacas gordas

Muita coisa mudou desde que Anderson estreou na TV em ‘Morde & Assopra’ (2011). Aos poucos, vieram o reconhecimento profissional — que teve o seu ponto alto em ‘Amor à Vida’, quando interpretou o carismático Palhaço, a fama e o retorno financeiro. Mas uma coisa não mudou. “Sou simples e sempre vou ser. Não é porque fiquei famoso, porque as coisas melhoraram, que vou esquecer a minha essência ou de onde vim. Sei o que é pedir emprego e ouvir ‘não’ como resposta. Hoje o trabalho está legal, mas amanhã eu não sei. Mantenho os pés no chão.” 

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