Il Divo retorna ao Brasil unindo canto lírico e paixão latina

Músicos cantam o amor em tom de ópera

Por O Dia

Rio - O quarteto Il Divo é um dos feitos mais bem- sucedidos de Simon Cowell, criador dos reality shows ‘American Idol’ e ‘Britain’s Got Talent’. O barítono espanhol Carlos Marín, o tenor americano David Miller, o tenor suíço Urs Bühler e o cantor pop francês Sébastien Izambard, integrantes do grupo (cuja base é na Inglaterra), já venderam mais de 30 milhões de discos em todo o mundo unindo música pop e vocais operísticos. E de volta ao Brasil — com show agendado para 21 de março no Vivo Rio — miram a paixão latina no sétimo CD, ‘Amor & Pasión’, repleto de releituras de boleros e tangos.

Da esquerda%3A David Miller%2C Sébastien Izambard%2C Carlos Marín e Urs Bühler são os rapazes do grupo Il DivoDivulgação

“Se o clima latino nos influencia? Claro!”, exclama o simpático David Miller, por telefone, ao “Nós, anglo-saxões, expressamos sentimentos com grande dificuldade. Todas as coisas, para a gente, vão direto para a cabeça. Os latinos usam mais o coração, bem mais que nós. Admiramos muito essa paixão”. Do mergulho na música latina o quarteto trouxe ‘Por Una Cabeza’, ‘Volver’ (ambas de Carlos Gardel), ‘Abrázame’ (Julio Iglesias) e até a manjada ‘Besame Mucho’ (Consuelo Velázques), todas regravadas no disco. “É o disco do Il Divo que eu mais gosto, e o que mais nos dá possibilidades de fazer coisas diferentes no palco”, completa o cantor.

Não é a primeira vez do Il Divo no Brasil. O grupo já esteve no país em 2009 e, quatro anos antes, havia feito sucesso com uma música incluída na trilha da novela ‘América’, de Glória Perez, ‘Regresa a Mi’ — uma versão hispânica de ‘Unbreak My Heart’, de Toni Braxton, relida com a dramaticidade operística que, Miller diz, cabe em praticamente todo tipo de som. “O conteúdo da música tem que trazer emoções e interpretamos com emoção. Se a melodia tem emoção, dá para colocar um vocal lírico sem problemas. É como quando pegamos um rock, tiramos a guitarra e a bateria e sobra a melodia”, acredita.

Vindos de diferentes países, os quatro rapazes já conheceram as nações um do outro. “Conseguimos ter uma conexão maior entre nós dessa forma”, relata Miller, dizendo que na estrada a preocupação da turma é cuidar da voz e dormir. “Cada um funciona de um jeito. Um é mais ligado à família, o outro é mais extrovertido... O Carlos Marín é o latin lover. Na primeira vez no Brasil ele até falava para as jornalistas que estava solteiro e buscava uma namorada brasileira”, brinca. 

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