Bia Willcox: E por falar em paixão

Ódio de coxices e petralhices, ódio desmesurado, ódio manipulado, ódio cego e ódio útil. Todos com suas razões, mas ainda assim, ódios

Por O Dia

Rio - E eu que falo sempre de amor, preciso falar de ódio. Não que eu seja raivosa, mas o ódio é o que nos rodeia ultimamente. É ódio de todos os lados, para todos os gostos e em todos os tons. Ódio de classes, cores, condutas, credos e partidos. Ódio de coxices e petralhices, ódio desmesurado, ódio manipulado, ódio cego e ódio útil. Todos com suas razões, mas ainda assim, ódios.

O pior é que são ódios adquiridos, aprendidos, pois não nascemos com ódio de nada nem ninguém. Pior ou melhor? Talvez seja melhor, se não nascemos com ódio, não precisamos necessariamente perdurar e coexistir com ele.E como o adquirimos? Virando do avesso as nossas paixões. Eu explico: sabe roupa quando a gente guarda pelo avesso? É desse jeito: esse sentimento aparentemente horrível, mas que provocar um incrível prazer dormente nos adictos “haters” . Ódio é avesso de amor.

O pior dessa roupa pelo avesso é que há quem diga (ninguém menos que Hermann Hesse) que você odeia algo ou alguém (ou parte dele) que faz parte de você. Se não fizesse não te perturbava. No mínimo curioso, não?

Por fim, deixo vocês com Sartre e com o meu desejo profundo de que nós brasileiros consigamos lucidamente desvirar essa roupa aí e sermos os apaixonados gente sábia de sempre. “Basta que um homem odeie outro para que o ódio ganhe pouco a pouco a humanidade inteira.”

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