Ex-casseta Maria Paula estreia como repórter do programa ‘A Liga’, na Band

Maria Paula agora fala sério e revela que passou mal em matéria sobre violência

Por O Dia

Rio - Um cemitério clandestino na periferia de São Paulo introduziu Maria Paula no mundo cão. Em sua primeira gravação como repórter de ‘A Liga’, que estreia sua sexta temporada hoje na Band, a ex-apresentadora do ‘Casseta & Planeta’ passou mal ao ver e sentir o cheiro dos corpos em decomposição empilhados em uma cova rasa.

“Logo na primeira gravação, em março, me mandaram para um cemitério clandestino. Eu estava acompanhada de um delegado e policiais, que acharam uma cova onde havia vários corpos. Foi um momento muito chocante. Fiquei apavorada, mas consegui me refazer e fiz a matéria”, conta.

Maria Paula estreia como repórter na BandDivulgação

Ainda sob o impacto dos cadáveres, Maria Paula diz que brincou ao falar com o diretor do programa sobre desistir se não tivesse assinado o contrato. Ela está se acostumando aos poucos com o estilo da atração, que nesta temporada tem ainda Guga Noblat como novo integrante, além dos veteranos Mariana Weickert e Thaíde. “É um mundo cão, mas é um mundo real. O programa tem uma pegada forte, sem anestesia. É uma reflexão necessária, ver o que acontece ao nosso lado”, diz ela.

O choque de realidade da ex-casseta não parou na ida ao cemitério clandestino. Ela ainda fez reportagem sobre um homem assassinado e entrevistou a viúva. Na Rocinha, favela do Rio que é uma das maiores do mundo, foi mostrar a vida na comunidade após a pacificação.

“É um universo diferente do que estava acostumada. Mas estou muito feliz. Quando posso, vou à edição para ver o material”, conta ela, que está entusiasmada com o trabalho feito no programa. “Essa violência que vivemos não pode ser encarada como normal. Usar meu talento e experiência na tela para provocar essa reflexão é muito bacana”.

A atração nesta temporada tem ainda Guga Noblat como novo integrante, além dos veteranos Mariana Weickert e ThaídeDivulgação

Com uma carreira marcada pelo humor, Maria Paula Fidalgo, 45 anos, encara sua experiência no jornalismo de ‘A Liga’ como um recomeço e uma chance de mostrar ao público o seu lado B. “A essa altura da minha carreira, é muito bom viver coisas diferentes do que já fiz. O formato do programa permite que a gente se jogue na situação, fale o que pensa, mostre a emoção, com o microfone na mão. Não é um personagem, sou eu mesma”, afirma ela, que emenda: “Não estou abandonando o humor, estou acrescentando ao meu repertório.”

Além do expediente como repórter, Maria Paula desenvolve um trabalho social com presidiárias grávidas e, como embaixadora da Rede Brasileira de Banco de Leite, participa da campanha de doação de leite materno. “Estou morando em Brasília, onde faço mestrado em Psicologia na UnB (Universidade de Brasília). Gravo no Rio e em São Paulo. Meu ritmo de trabalho é frenético”, revela. “Acho que isso tudo traz um pouco mais do meu lado B para a frente da tela.”

Maria Paula estreia como repórter na BandDivulgação

A nova temporada de ‘A Liga’ não retrata apenas o mundo cão — a rotina da polícia científica, o submundo das favelas em guerra, o book rosa e o universo do funk estão entre os temas. Logo no primeiro episódio, a atração vai mostrar o estilo de vida dos bilionários brasileiros. Coube a Maria Paula entrevistar o fazendeiro Marcos Ermírio de Moares, um ricaço discreto que tem como hobby o rally. “Acompanhei um treino dele, foi quase um filme de ação”, compara ela, que ainda passou um dia com a socialite Cozete Gomes. “Dei uma volta no helicóptero dela. É o mundo do glamour. Ela tem um salão de beleza dentro de casa”, espanta-se.

De volta à TV aberta após três anos — seu último trabalho foi em ‘Malhação’ —, Maria Paula está no elenco do filme ‘Doidas e Santas’, que será lançado no segundo semestre, e já confirmou participação no especial do ‘Casseta & Planeta’ que o Multishow exibirá em outubro. Ela está ansiosa para rever “aqueles malucos”. “Vai ser uma delícia. Depois de tanto tempo juntos (17 anos), viramos uma família”, diz ela, explicando que não há problemas contratuais. “Meu contrato com a Band é por temporada e não inviabiliza a TV fechada.” 

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