Por tabata.uchoa
Orlando ficou dois anos trabalhando no projeto%3A 'Músicas são inéditas'Isabella Londe / Divulgação

Rio - Oito anos na França fizeram Orlando Morais abrir os ouvidos para canções dos quatro cantos do mundo. Foi pensando em expandir esse universo que resolveu formatar a ideia da turnê ‘Orla Mundo’, em que divide o palco com músicos da França, Mali, Madagascar, China, Brasil e Argentina, misturando a musicalidade de cada nação. E o local escolhido para iniciar seus trabalhos foi a quadra da Portela, em Madureira, onde Orlando se apresenta nesta quarta-feira, às 21h, com show gratuito.

“Todas as músicas do show são inéditas, feitas por mim e cada artista que vai cantar comigo”, avisa o cantor, reforçando que apesar das parcerias estrangeiras, vai cantar em português. “Não gosto de cantar em outros idiomas. Sou brasileiro, quem quiser me ouvir tem que ser em português.”

Orlando ficou dois anos trabalhando no projeto, pensando em nomes e nacionalidades que não fossem tão próximas, até que chegou ao resultado esperado. “O grande barato da turnê é que a gente se sinta feliz e o público também”, comenta.

Longe do Brasil há muitos anos, ele admite que não consegue avaliar os músicos da nova geração. “Temos muitas músicas boas, mas as coisas no Brasil são segmentadas demais. Não sei falar dessa nova geração porque não tenho ouvido. Mas acho que fica todo mundo atrás de fazer sucesso, tocar na rádio, e acabam se esquecendo de serem artistas”, lamenta.

O mundo ideal para o cantor seria se cada artista tivesse o mesmo espaço no cenário atual. “Agora, a moda é o sertanejo. Nada contra o gênero, mas isso é ruim porque os estilos musicais não convivem. Por exemplo, o cara que toca jazz tem que esperar a onda voltar para poder mostrar seu trabalho”, diz.

Mas se tem um novo talento que Orlando faz questão de babar é sua filha Antonia, fruto de seu casamento com a atriz Gloria Pires. “Ela fez um eletrônico bom, produziu tudo no quarto dela. Antonia é supercriteriosa, seletiva”, orgulha-se.

Entretanto, não é o momento de pai e filha fazerem algo juntos: “Ela nunca me convidou, mas respeito o jeito de ela pensar. Também não vou me convidar, mas se acontecer será um prazer. Antonia é solitária, muito centrada, não pede muitas opiniões. Ela tem o tempo dela.”

Já com a mulher, Orlando troca mensagens o dia inteiro, uma vez que moram em países diferentes. “Nos ligamos três, quatro vezes. Quando ela está em alguma produção, eu sempre vejo”. 

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