Por karilayn.areias

Rio - Os amantes do Tinder, um dos aplicativos de encontros amorosos, vão ter a oportunidade de sair do mundo virtual e conhecer as paqueras do celular cara a cara. A primeira festa do bloco Match Comigo, que faz músicas inspiradas no aplicativo e desfila pelas ruas do Rio há dois anos, acontece neste sábado, às 22h, no Espaço Rampa, em Botafogo, com ingressos a R$ 40.

No Carnaval%2C o bloco Match Comigo desfilou no Arco do Teles%2C no CentroDivulgação

Para adaptar o desfile carnavalesco ao evento, a bateria foi reduzida para oito integrantes, tocando um repertório que vai de marchinhas ao pop e do funk à MPB. A playlist tem músicas de Jorge Ben Jor e Tim Maia para começar o baile. Depois, entram hits de Nego do Borel, Annita e funks clássicos conhecidos dos cariocas.

“No Carnaval, focamos em marchinhas e sambas. Na festa, estamos mais pop”, adianta Diogo Parreira, 30 anos, cantor e fundador do bloco. 

Diogo (E) é uma das vozes do blocoDivulgação

Mas os destaques mesmo continuam sendo as marchinhas autorais, criadas por Diogo em parceria com amigos. “Uma das composições que vamos tocar é a ‘Tô Curtindo Tudo’, que é a história de um cara que se apaixona pela internet, mas na vida real nem se olham no olho”, conta Diogo, acrescentando que a inspiração vem de suas relações e das experiências dos amigos no Tinder.

Foi assim que surgiu, por exemplo, ‘Na Baia ao Lado’, música em que ele fala sobre paquera no ambiente de trabalho. “Usei muito o Tinder, de 2013 até o fim de 2014, quando comecei a namorar. Acho que esses aplicativos ampliaram o campo. O Tinder dava um leque muito maior de opções, mas eu não deixei de sair e paquerar na vida real”, conta.

O bloco começou como uma brincadeira em 2014, quando um evento falso criado por Diogo nas redes sociais anunciava o desfile pelas ruas do Rio. Mas a coisa ficou séria. Hoje, além de produzir a festa, o cantor e os amigos já pensam em um EP com os sambas que fizeram. “Queremos lançar no segundo semestre com essa pegada de bom humor e ainda sobre o Tinder”, diz. 


Com reportagem de Guilherme Guagliardi

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