Céu lança novo CD e coleção de roupas com silks criados por ela

'Velvet Caju' também faz referências a artistas como Jackson do Pandeiro e Mestre Vieira

Por O Dia

Cantora lança novo CD e coleção de roupas com silks criados por ela e referências a artistas como Jackson do Pandeiro e Mestre VieiraLuiz Garrido / Divulgação

Rio - As relações de Céu com a moda nunca estiveram tão claras quanto agora. A cantora paulistana, que faz hoje o lançamento carioca de seu novo disco, ‘Tropix’, no Circo Voador, lança também uma coleção para a Farm, a Velvet Caju. São 60 itens que incluem desenhos feitos por ela, à mão. Entre os trabalhos há silks retratando nomes como Jackson do Pandeiro e Mestre Vieira. O resultado, coloridíssimo, contrasta com o visual minimalista da capa de seu novo disco.

“Sou muito ligada na imagem que minha música pode transmitir. ‘Tropix’ definitivamente veio para mim como um disco preto e branco. Por conta disso, do universo mais sintético, mais robótico mesmo”, diz a cantora de 36 anos, cuja “musa total” é ninguém menos que Debbie Harry, vocalista do clássico grupo pós-punk Blondie. E cujas imagens no lay out do CD já foram comparadas às capas de discos antigos de Marina Lima (a estreia ‘Simples Como Fogo’, de 1979) e Maria Creuza (o sucesso ‘Meia-Noite’, de 1977).

“Adoro ambas e são referências, sim! Mas não pensei exatamente nisso quando cortei o cabelo... Estava a fim de ter um cabelo meio ‘capacete’”, brinca. “Minha forma de criar vem num todo, sobra até pro cabelo! Fiquei feliz com o resultado, pois tem uma coisa mais crua e direta, que faz parte do que o ‘Tropix’ é pra mim”. No geral, Céu diz ter uma maneira “lúdica” de lidar com vestimentas e estilo, indo desde o corte de cabelo até usar lamê no palco. “Para ficar metálica feito um robô. Me divirto fazendo essas coisas!”, conta a fã de marcas como a Amapô e de estilistas como Carol Gannon e Dani Cury. E que, na hora de ouvir música, prefere vinis a CDs (estes, ouve apenas no carro) e usa direto ambientes de streaming. “Mas tenho tido pouco tempo para isso ultimamente”.

‘Tropix’ foi produzido por Pupillo (baterista da Nação Zumbi) e pelo francês Hervé Salters (do grupo eletrônico General Eletriks). Com a experiência dos produtores e o filtro de Céu (que compôs sozinha metade do álbum), saiu um álbum brasileiríssimo e eletrônico, em músicas como ‘Arrastar-te-ei’, ‘Chico Buarque Song’ (do grupo paulistano dos anos 80 Fellini) e ‘Perfume do Invisível’.

“Mas não acho que seja um disco exatamente eletrônico. Existem muitos elementos orgânicos também. Acho que fazer um trio com sintetizador deu essa pegada mais pop, mais sucinta”, diz Céu, mãe de Rosa, de 7 anos, a quem dedicou a música nova ‘A Menina e o Monstro’. “E ela também canta em ‘Varanda Suspensa’. Rosa faz parte de tudo em minha vida, na música não poderia ser diferente. Ela sabe cantar todas as músicas do disco novo e a preferida dela é ‘Minhas Bics’”, orgulha-se. 

Céu e algumas das peças de roupa que criou para sua coleção Velvet Caju%2C da FarmReprodução Internet


Céu e algumas das peças de roupa que criou para sua coleção Velvet Caju%2C da Farm — ao mesmo tempo que lança o CD ‘Tropix’%2C com sons eletrônicos e visual em preto e brancoReprodução Internet


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