José Loreto sangra para interpretar José Aldo em filme

‘Mais Forte que o Mundo — A História de José Aldo’ estreia nos cinemas amanhã

Por O Dia

Rio - Sangue e porrada nos bastidores. E literalmente. José Loreto se machucou bastante durante as filmagens de ‘Mais Forte que o Mundo — A História de José Aldo’, dirigido por Afonso Poyart (‘2 Coelhos’, ‘Presságios de um crime’), e que estreia nos cinemas amanhã, com o mau-caráter Adônis da novela ‘Haja Coração’ vivendo o personagem-título. Numa cena em que o campeão se entristece com as bebedeiras do pai, Seu José (vivido por Jackson Antunes), encontrado por ele caído no banheiro de um botequim, o sangue jorra após Loreto quebrar — de verdade — um espelho cenográfico.

José Loreto como José Aldo Divulgação

“Saiu muito sangue! Ninguém esperava que eu quebrasse o espelho”, diverte-se, após o susto, Loreto. “O Afonso Poyart disse que eu tinha que ficar nervoso, mas não estava combinado de quebrar o espelho. Arrebentei minha mão!”. Já no momento em que o personagem soca repetidas vezes um saco de pancadas para descontar a raiva, igualmente jorra líquido vermelho das mãos de Loreto — cenográfico, dessa vez. “Mas minhas mãos sangraram várias vezes durante a filmagem”, recorda.

O contato com a história de Aldo modificou Loreto. “Ele é demais, um cara sensacional, me ensina muito além da luta. De dedicação, ele me ensina a não ter limites nos seus sonhos. Ele tem uma história extraordinária que serve de inspiração para qualquer pessoa”. E a mudança não foi apenas psicológica: os treinos deixaram Loreto com apenas 2% de gordura no corpo.

“Fiquei seis meses sem comer direito”, diz o ator, que pesa 80 quilos (Aldo tem 66). Loreto já havia feito luta, mas para ‘Mais Forte Que o Mundo’, encarou sessões de MMA, wrestling, muay thai, boxe. Detalhe: nada de dublês. Loreto apanhou na cara para valer durante as cenas de luta. E bateu também.
“Treinei de segunda a segunda, quatro horas de treino por dia. Eu fui na academia do José Aldo e lutei com os caras. Tudo foi muito difícil, mas as dificuldades me estimularam ainda mais a contar essa história. Cada murro que eu tomei na cara valeu a pena”, conta.

O José Aldo mostrado no filme passa longe do politicamente correto. A adolescência e a juventude em Manaus (AM) são exibidas sem retoques. Na época, Aldo e os amigos divertiam-se roubando pizza de entregadores e dando “madeiradas” (pancadas com tacos de madeira) em pessoas na rua, ao passarem de carro. Após a mudança para o Rio, quando passa a viver numa comunidade enquanto treina, tem várias brigas com a mulher Viviane (Cléo Pires) — o personagem lhe diz coisas como “mulher tem que ser minha parceira, tem que lavar até minha cueca”.

José Loreto e Cleo Pires em cena do filme sobre a vida de José AldoDivulgação

“Eu fiz diversas entrevistas com o Aldo, que me contou muito sobre a história dele”, conta Poyart, autor do texto ao lado de Marcelo Rubens Paiva. “Ele me deu liberdade total. Só fez duas ressalvas em sua representação, dizendo que não queria aparecer batendo em mulher, nem bebendo”.

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