Coletivo apresenta trabalhos com tecido, grafite e até design de joias

Exposição abre hoje no espaço Idélli, em Botafogo

Por O Dia

Rio - Telas de rostos femininos pintados sobre tecidos estampados, pinturas feitas com rolinhos de espuma (daqueles usados para pintar paredes), ilustrações baseadas em histórias em quadrinhos... Esses são alguns dos estilos abarcados pela exposição ‘Coletivo Um Quatro Oito’, que abre hoje no espaço Idélli, em Botafogo, com obras de Aline Costa Miguel, Bruno Debize, Heloisa Ferreira, Raphael W. Carvalho e Leonardo Stuckert.

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Cada artista levou sua cara própria para o trabalho no coletivo (cujo nome vem da soma das idades dos integrantes), além de determinados temas e bandeiras. Aline Miguel, por exemplo, destaca a figura da mulher negra pintada em tinta acrílica, com o uso de padronagens florais criadas por ela, num tecido genuinamente brasileiro, o chitão. “As mulheres negras são apresentadas nas obras por possuírem uma alegria genuína e força para encarar a vida, frente às lutas decorrentes das desigualdades sociais do cotidiano brasileiro”, conta.

Já Bruno, que expõe no Carrousel do Museu do Louvre no fim do ano, usa sua experiência com ilustração e quadrinhos para retratar emoções. Stuckert trouxe uma série sobre jogos olímpicos e também trabalhou com o rolo de espuma texturas em quadros que homenageiam estrelas do rock, como Rita Lee e Raul Seixas, num resultado bastante pop.

Heloísa Ferreira, que usa o nome artístico de Madragôa, é designer de joias e desenvolve um trabalho experimental levando suas criações para vários tipos de mídia e de materiais. Há fotos e desenhos, tecidos tingidos, esculturas em metais e demais obras na exposição. Raphel Carvalho, por sua vez, une o uso do carvão à técnica do grafite, em telas que usam muito da linguagem da arte de rua.

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