MC Sabrina diz que está preparada para se apresentar no Rio Parada Funk

Evento vai dominar o Flamengo com 12 palcos e 200 atrações

Por O Dia

MC SabrinaDaniel Castelo Branco

Rio - O funk escreve mais um capítulo histórico neste domingo. Após passar por lugares como a Praça da Apoteose e o Museu de Arte do Rio, o Rio Parada Funk aporta pela primeira vez na orla carioca. A sexta edição do evento rola na união entre Zona Sul e Centro: são 12 palcos simultâneos e mais de 200 atrações entre o Monumento dos Pracinhas e o Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo, das 9h às 18h. Entrada franca.

“Em 2016, todo o mundo está de olho no Rio de Janeiro por causa dos Jogos Olímpicos. Vamos apresentar o funk para o mundo como fenômeno importante da cidade”, conta o produtor do Rio Parada Funk, Mateus Aragão, prometendo muito som. “São quarenta caixas de som por equipe. Não é mole, não”.

E não é só batida, não é só som. O Rio Parada Funk quer mostrar a cada edição que o estilo é cultura e tem história. Desde o início do mês de junho, a saga do batidão carioca ocupa as estações do MetrôRio e da SuperVia com a exposição ‘Memória do Funk’. Em parceria com o Museu de Arte do Rio, rolou em maio o Desafio do Museu, disputa entre bondes de dançarinos que teve como vitoriosos os Imperadores da Dança. Moradores do Jacaré, eles conseguiram espaço no palco principal do festival. “Vamos fazer diversas modalidades de passinho”, avisa William Severo, 26 anos, um dos Imperadores.

O palco principal, na pista em frente ao Monumento dos Pracinhas, reúne o time de curadores (os DJs Grandmaster Raphael, Sany Pitbull, Batutinha, Tubarão e Marlboro), que convidam nomes como Bonde do Passinho, Dream Team do Passinho, Bloco da Apafunk e a Velha Guarda do Funk. Além de MCs veteranos como Mascote, Bob Rum e Amaro. Esse último, que fazia dupla com Suel (morto em 2002), mostra ‘Que Mané Voltar!’, seu próximo lançamento, que terá participação (só no disco, não no palco) de Marcelo D2. “Vamos unir funk e rap!”, alegra-se. Quem não vê a hora de estar no palco principal é a bela MC Sabrina, do hit ‘Sou Diva’, que está no set do DJ Grandmaster Raphael. “Quando participei do primeiro Rio Parada Funk eu chorei igual a criança. Vi DJs e equipes de todas as fases do funk. Fui assistir e acabei em cima do palco!” diz.

Os outros 11 palcos são ocupados por algumas das mais ilustres equipes de som da cidade. E cada uma delas homenageia personalidades, locais ou momentos marcantes do estilo. O palco Cash Box lembra o DJ Mr. Funky Santos, o Chatubão Digital homenageia o Complexo do Alemão, o Live lembra o DJ, cantor e apresentador Ademir Lemos, a equipe Som do Negão recorda o produtor Cidinho Cambalhota e vai por aí. É som, batida, tons graves e muita história.

Unidos pelo funk, da esquerda: Marreta, Henrique, Isaque (os três dos Imperadores da Dança), MC Sabrina, Severo, Juliana (os dois últimos também Imperadores), o veterano MC Amaro e DJ Biano, do Chatubão DigitalDaniel Castelo Branco

Tem muito mais funk

Realizado em área abertíssima, o sexto Rio Parada Funk espera o comparecimento de 20 mil dançarinos ao Aterro do Flamengo no domingo. Quem frequenta a área, sabe: é complicado estacionar lá. Por isso, procure usar o transporte público e evite ir de carro. O ideal, diz a produção, é pegar os ônibus que vão para a Lapa, ou pegar o metrô e saltar na estação Cinelândia, a mais próxima do corredor por onde passa o novo Rio Parada Funk. O MetrôRio, por sinal, é o transporte oficial do evento — a concessionária pede inclusive aos funkeiros que se adiantem e comprem as passagens com antecedência, para evitar filas na hora do embarque.

Mais: quer começar o dia de hoje dançando para se preparar para o Rio Parada Funk?Ás 7h da manhã desta sexta vai rolar na área externa da Central do Brasil o já tradicional ‘Maior Passinho do Mundo’, verdadeiro encontro de dançarinos. No evento, devem comparecer mais de cem integrantes de bondes e equipes.

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