Por gabriela.mattos

Rio - O domingo de céu claro foi de muito "batidão", passinhos e cultura periférica no Rio. A 6ª edição do Rio Parada Funk leva ao Aterro do Flamengo, na Zona Sul, uma das marcas do ritmo: as equipes de som. No total foram 12 equipes distribuídas entre o Monumento dos Pracinhas e o Museu de Arte Moderna (MAM). Os amantes do som puderam aproveitar mais de 200 atrações, desde às 9h deste domingo. Entre elas, no palco principal, os DJs e curadores GrandMaster Raphael, Sany Pitbull, Batutinha, Tubarão e Marlboro tocando o melhor do Funk.

O DJ GrandMaster é veterano na arte de produzir o "batidão", são 35 anos tocando no asfalto e nas favelas. Há 35 anos fazendo o que ama, ele relembra os velhos tempos de sua carreira "Diferentemente do que muitos pensam, o funk começou a ser produzido nos clubes com as equipes de som. Após um tempo, por alguns fatores, os bailes migraram para as comunidades", conta o DJ, que acredita que o evento contribui muito para firmar a força da população funkeira e quebrar as barreiras do preconceito. 

A 6ª Edição do evento Rio Parada Funk atraiu multidão no Aterro do Flamengo%2C Zona SulSeverino Silva / Agência O Dia

E quem pensou que só os cariocas iriam entrar na onda dos passinhos, se enganou. As amigas Iadmara Santos, 25, e Andressa Carina, 18, saíram de Juiz de Fora para curtir a festa. "Estamos amando, ano que vem vamos voltar com certeza", garantem as jovens que vieram em um ônibus de excursão. 

Nos anos anteriores, o evento foi realizado na Praça da Apoteose e no MAM. A ideia nunca foi só fazer  a galera dançar, contou o produtor do evento, Matheus Aragão. "O Rio Parada Funk veio para mostrar que o ritmo tem história e cultura", explica. 

Os 11 palcos espalhados trazem homenagens ao funk de cada época e a seus ícones. O palco Cash Box, por exemplo, relembra o DJ Mr. Funky Santos. Desde o início do mês de junho, intervenções ocupam as estações do MetrôRio e da SuperVia com a exposição ‘Memória do Funk’. Em parceria com o Museu de Arte do Rio, em maio rolou o Desafio do Museu, disputa entre bondes de dançarinos que teve como vitoriosos os Imperadores da Dança.

"Estar aqui é muito importante para mostrarmos nosso trabalho. Estou muito feliz", conta Yasmim Honorato, 17 anos, uma das dançarinas do Imperadores que irá se apresentar no palco principal. 

?Reportagem da estagiária Laila Ferreira

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