Glenda Kozlowski assume função de locutora na equipe da Globo

Apresentadora narra as provas de ginástica e aposta em atletas brasileiros nas finais

Por O Dia

Glenda com o boneco Vinícius%2C um dos mascotes da Olimpíada 2016Divulgação

Rio - Em meio às comemorações de seus 20 anos na Globo, Glenda Kozlowski está fazendo história. Escalada para integrar o time de locutores esportivos da emissora na Olimpíada, ela estreia hoje narrando as provas da ginástica artística, tornando-se a primeira mulher da Globo a ocupar essa função. “Dá um friozinho na barriga. Estou um pouco ansiosa, afinal estou dando a minha cara à tapa. Mas adoro esporte, e a ginástica é encantadora”, diz ela, que durante as competições estará ao lado de Daiane dos Santos, ex-ginasta que faz parte da equipe de comentaristas.

Apresentadora do ‘Esporte Espetacular’, Glenda segue no comando do programa esportivo durante os Jogos Olímpicos, além de fazer reportagens com os atletas da ginástica. “Nem me vejo como uma narradora. Narrador é o Galvão Bueno, o Cléber Machado... Acho que todos somos comunicadores. E o que eu quero é me comunicar”, frisa a jornalista, que festeja a boa fase: “Estou muito feliz. Quero aprender e me divertir. Depois de 20 anos, poder aprender uma coisa nova é maravilhoso.”

Para a voz não falhar nas transmissões, Glenda toma certos cuidados. “Faço exercícios vocais normalmente para aquecer, é algo que faço há muitos anos. Afinal, a voz é o meu material de trabalho”, conta ela, que estudou muito sobre ginástica olímpica. “É diferente acompanhar como narradora. A gente fica mais de uma hora no ar, precisa saber mais sobre os atletas, os movimentos, os aparelhos. Tem muita informação, é uma coisa muito específica.”

Em sua quarta cobertura de Olimpíada — atuou nos Jogos de Sidney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008 —, a apresentadora também está preparada fisicamente para a maratona de trabalho. Tetracampeã mundial de bodyboard, ela sempre cuidou da forma. “Corro de 7 a 10 km, pelo menos três vezes na semana. Faço pilates. E de vez em quando, pego uma onda, eu brinco.”

Glenda já acompanhou a decepção de Diego Hypólito, que caiu de bunda na última acrobacia de solo em Pequim e depois sofreu uma queda de cara na Olimpíada de Londres 2012. Mas hoje a apresentadora o vê mais preparado para subir ao pódio e ganhar uma medalha. Para ela, o fato de o time brasileiro competir em casa é positivo. “Diego gosta de competir em casa, de torcida. Ele vai bem assim”, aposta ela, que arrisca um palpite: “O Brasil chegará a quatro finais na ginástica”. Uma delas com Arthur Zanetti nas argolas e outra com Flávia Saraiva na trave. “Sou pacheca mesmo, torço, sou otimista, sempre espero mais”, assume.

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