Adriana Esteves vai para a cadeia por causa de um cachorro na série 'Justiça'

Programa estreia dia 22 na Rede Globo

Por O Dia

Rio - Do que você é capaz de fazer para defender alguém que ama? “Eu viro uma leoa para salvar meus filhos”, confessa Adriana Esteves, mãe de Felipe, de 16 anos — do seu relacionamento com Marco Ricca —, e Vicente, de 9, do seu atual casamento com Vladimir Brichta. Em ‘Justiça’, que estreia dia 22 na Globo, a atriz colocará as garras de fora na pele de Fátima, uma mulher que para salvar a vida do filho, mata o cachorro que o atacou.

Adriana Esteves em cenaDivulgação

Só que o dono do animal é um problema. Douglas (Enrique Diaz) é um policial corrupto. De vingança, ele coloca drogas na casa da vizinha, e ela passa sete anos presa. “É uma mulher que batalha para refazer a vida. Dentro do coração dela não cabe vingança. É uma mulher com esperança”, defende Adriana.

Dona de um buldogue francês chamado Chubaca, de um ano, Adriana garante nunca ter tido problemas com vizinhos. “Acho que devemos nos preocupar em tolerar as diferenças”, pontua. Seu colega de cena, Enrique Diaz, segue a mesma cartilha. “Não lembro de problemas sérios, mas sempre tento lidar com esse tipo de coisa da forma mais suave possível, e tudo acaba se resolvendo. Ou talvez tenha tido sorte de ter tido vizinhos sensacionais, amigos”, destaca o ator, que é dono de Zefa, uma vira-lata, que agora está meio cegueta.

Adriana conta que o fato de ser dirigida por Luiz Villamarim, o texto de Manuela Dias e o elenco foram fatores que a seduziram no projeto. Diaz faz coro: “Uma dramaturgia muito engenhosa, um elenco sensacional e uma direção por quem tenho grande admiração há muito tempo”. Para compor o policial de forma verossímil, o ator procurou figuras que o ajudassem no processo. “Foi bacana ir ao batalhão conversar com alguns oficiais e também participar de uma feijoada com vários policiais”.

Mas não se engane. Fátima e Douglas são apenas a ponta do iceberg. Outros personagens terão suas histórias dilaceradas e cruzadas com a dos vizinhos acima citados. Em comum, além de viverem na cidade de Recife, eles estão envolvidos em quatro crimes ocorridos há sete anos. Os culpados foram para a cadeia, inclusive, quem foi condenado de forma equivocada.

A produção mostra a vida dessas pessoas, culpadas e inocentes, a partir do momento em que conquistam a liberdade. Ao longo de cinco semanas, o telespectador será convidado a se tornar um detetive, que dia após dia vai desvendando e montando as peças de um quebra-cabeça.

Para Diaz, o público seguirá as trilhas dos personagens e se surpreenderá com as facetas que descobrirá. “Acho a série tão bem escrita e realizada. Os personagens são essencialmente humanos. São dores que ninguém gostaria de ter, paixões arrebatadoras, dúvidas atrozes, e isso acontece de uma forma que não lembra o dramalhão, pelo contrário, nos joga na cara as grandes questões do homem”, analisa. 

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