Hugo Bonemer volta aos palcos cariocas no espetáculo 'Ordinary Days'

Peça está em cartaz no Teatro Serrador, no Centro

Por O Dia

Rio - A música e a dança sempre estiveram presentes na vida de Hugo Bonemer. O ator foi criado nos corredores da escola de dança da mãe, Marcia Angeli, em Maringá, no Paraná. “Participava dos espetáculos que ela montava. Interpretava, mas não dançava, por conta de um machismo bobo, enraizado. Era muito novo”, conta Hugo, que acha que perdeu tempo. “Gostaria de ter a cabeça de hoje naquela época. Teria um repertório corporal ainda melhor”, admite.

Peça se passa em Nova York e conta a história das dificuldades de quatro jovens%2C que têm suas histórias cruzadasDivulgação

Aos 29 anos, o ator volta aos palcos cariocas, cantando e dançando, no espetáculo ‘Ordinary Days’, em cartaz até 28 de agosto no Teatro Serrador, no Centro. “É a primeira vez que se monta esse musical off-Broadway na América Latina. Não tem patrocínio. Fizemos um finaciamento coletivo na internet e levantamos a grana”, revela Hugo.

A peça se passa em Nova York e conta a história das dificuldades de quatro jovens, que têm suas histórias cruzadas. Além da montagem, Hugo estará em ‘A Lei do Amor’, a próxima novela das 21h. “Faço o personagem do Ricardo Tozzi na primeira fase. É um professor de cursinho que se apaixona pela filha do assassino do seu pai”, entrega o ator, que gravou os cinco primeiros capítulos da trama e vai contracenar com a atriz Sophia Abrahão.

Mesmo com a aparente timidez, e a pouca idade, Hugo é firme em seus posicionamentos. “Acho que o ator deve ser entregue ao ofício. A única coisa que não admito, é fazer um trabalho que faça uma pessoa se sentir mal por ser quem ela é. Algo preconceituoso e pejorativo, por exemplo. Esse tipo de trabalho não me interessa”, garante.

Relacionar seu nome com o do seu parente famoso, o jornalista William Bonner, que é primo de primeiro grau do seu pai, não o incomoda.

“Somos bem próximos.Quando vim morar no Rio, pude conhê-lo melhor. Ele e a Fatima são muito carinhosos comigo. Me acolheram e não precisavam fazer isso”.

O ator revela a admiração que sente pelo primo, mas confessa que prefere evitar comparações. “Ele é uma ótima referência profissional. Acontecem as trocas, os pitacos, como em toda família”, conta Hugo, e acrescenta com serenidade. “Mas estou ralando para construir minha própria história”.

Últimas de Diversão