Comunicador da Fanática FM já foi enredo de escola de samba

Fernando Ribeiro, o Cabeção, ganhou o apelido quando fazia a locução das 5h e usava o bordão 'acorda, cabeção!' para animar os ouvintes

Por O Dia

Rio - O talento, o carisma e a vontade de se comunicar levaram Fernando Ribeiro, o Cabeção, a tornar-se radialista, palestrante, comediante e até escritor e colunista. Ocupando o horário das 10h às 14h na novata Fanática FM (104.5), após passar pelas FMs Mania e O Dia, ele já escreveu uma coluna de piadas no ‘Meia Hora’, que gerou o livro ‘Piadas do Cabeção’. E o alto-astral do microfone reflete-se também em sua vida pessoal.

Cabeção%3A ouvinte indignado com piada com sogras. 'Ele reclamou que eu incentivava o assassinato delas. Pode%3F'Divulgação

“Já fiz muita coisa na vida: casei três vezes, quatro filhos, fui enredo de escola de samba”, diz. Foi mesmo: em 2010 o G.R.E.S. Corações Unidos do Amarelinho o homenageou com ‘Vocês Viram o Cabeção por Aí?’. “No esquenta da bateria eu já estava chorando. Também sou do samba, meu pai foi um dos fundadores da União da Ilha”.

O apelido Cabeção surgiu quando fazia a locução das 5h e usava o bordão “acorda, cabeção!” para animar os ouvintes. “Eu dizia que as pessoas acordavam de cabeça inchada, daí o ‘cabeção’. Depois, cobri Carnaval para a Band e o Fernando Vanucci, que era o âncora, disse que não podia ter dois Fernandos, e passou a me chamar de Cabeção”, recorda. O hábito de raspar a cabeça, claro, ajudou a transformá-lo no personagem.

“Em qualquer show, ganho três tapas na careca. O feitiço virou contra o feiticeiro”, graceja.

Cabeção começou no rádio em 1986 como DJ, já visando os microfones. “Sempre gostei de falar. Brincava de rádio com meu irmão, que também é radialista”, lembra. O estilo piadista garante fãs, mas ele diz já ter sido mal interpretado.

“Contei uma piada sobre um sujeito que dava veneno para a sogra e um ouvinte ligou, reclamando que eu estava incentivando o assassinato de sogras. Vê se pode?”, brinca. “Mas de resto, só controlo mesmo é o palavrão. Nunca me escapou um sequer no ar”, jura. 

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