Fernando Mansur adianta comemoração de 50 anos de carreira com livro

Publicação 'A Magia do Rádio - História de Vida Pelas Ondas do Rádio' trará histórias do radialista

Por O Dia

Rio - Apresentador do ‘Papos e Canções’, sempre às 23h59 de terça na MPB FM, o radialista Fernando Mansur se prepara para comemorar duas datas redondas em 2017: 50 anos de carreira e 40 anos da turma que revolucionou o rádio FM no Rio, com a abertura da Rádio Cidade.

Mansur nos estúdios da MPB FM%2C onde apresenta o ‘Papos e Canções’ Maíra Coelho / Agência O Dia

“Fizemos uma virada no rádio. Incluímos gírias, expressões jovens”, conta Mansur, em busca de editora para lançar ‘A Magia do Rádio — Histórias de Vida Pelas Ondas do Rádio’. O livro é a tese de doutorado que defendeu pela Escola de Comunicação da UFRJ, onde deu aula por 20 anos. Hoje, procura revolucionar o FM a seu modo em seu programa, invertendo o velho clichê da “música de trabalho” e recebendo artistas com os quais teve contato durante as cinco décadas de rádio. “Byafra, Dalto, Amelinha e A Cor do Som já estiveram aqui. A ideia é que eles fiquem à vontade e toquem o que quiserem, contem histórias. O Roupa Nova cantou o jingle de Natal que eles fizeram para a Rádio Cidade quando eu trabalhava lá”. Mansur inspirou até um hit do grupo: ‘Clarear’, escrito por Mariozinho Rocha e Tavynho Bonfá e gravado pelo Roupa Nova em 1982.

“Eu usava a frase ‘o sol está solto’ na Cidade. O (produtor) Mariozinho Rocha me ligou e disse que estava compondo uma música com o Tavinho Burnier, com essa frase (os versos são ‘nunca é tarde pra lembrar/que o sol está solto em você’)”, recorda.

Fernando nasceu em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira. Começou a mexer com rádio lá, na adolescência. “A mãe do (cantor e compositor) João Bosco, que também nasceu lá, foi minha professora e me descobriu. Foi a primeira pessoa que falou: ‘Vai declamar poesia!’”, recorda. Passou por diversas emissoras e em algumas delas, além de apresentar artistas, escrevia e lia crônicas, que depois passou a colocar em livros.

Mansur (ao centro de barba)nos tempos da rádio Cidade FM Divulgação

“Numa rádio, fizemos uma programação bem popular e o diretor pediu para eu ler mensagens de um minuto. Fez tanto sucesso que os ouvintes pediam cópias. Aparecia até ouvinte pedindo para eu ser padrinho de seus filhos”, lembra Mansur. “O rádio aproxima as pessoas. Onde tem alguém falando, tem sempre alguém ouvindo”.

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