Gospel FM tem rock, música eletrônica e até evento com DJs

Claudia Mattos e Fabricio Yatti encaram o desafio de mostrar que nem só de louvores se faz o som dedicado ao públio evangélico

Por O Dia

Rio - Revolução no rádio (e na música) religiosa. Claudia Mattos, 42 anos, e Fabricio Yatti, 34, encaram o desafio de mostrar que nem só de louvores se faz o som dedicado ao públio evangélico. Radialistas da Gospel FM Rio (107,9), eles estão no comando, respectivamente, do ‘Garagem da Gospel’, com artistas novos voltados para o segmento pop-rock (sexta, das 20h às 23h) e o ‘Gospel Celebration’, que une religiosidade à música eletrônica (sábado, das 16h às 18h).

Yatti (E) e Claudia%3A sons dançantes e pop para o público evangélicoDivulgação

O formato jovem tem feito muitos fãs, e a rádio, que iniciou em 1999, está em terceiro lugar no segmento gospel. Mas será que isso não assusta um público mais conservador? “Nada. Todas as rádios foram se modernizando, inclusive as próprias rádios evangélicas”, diz Claudia, que trabalha em rádio desde 1995 e é professora de locução (dá aulas na Escola de Rádio, no Catete). “Pensamos no ‘Garagem’ justamente porque recebíamos muitos CDs de artistas independentes. Antigamente o caminho era que eles fossem lançados por uma gravadora, mas hoje nascem carreiras no YouTube”.

Nomes gospel como Mariah Gomes, hoje contratada da Sony Music, Gabriela Gomes e até o veterano Michael Sullivan (ao lado de sua mulher cantora, Anayle Sullivan) já apareceram nos estúdios da rádio para participar do programa, que também mostra o som de artistas estrangeiros. Há também o quadro ‘Melhor de 3’, que escolhe bandas novas para o ‘Garagem’. Já no caso do ‘Gospel Celebration’, a mudança de paradigma é enorme. O programa ainda realiza uma balada, a ‘Gospel Night’. A próxima é dia 15 no Clube dos Aliados de Campo Grande, com a banda Preto no Branco e os DJs W e Marcelo Araújo.

“É um evento de eletrogospel”, conta Yatti. “Tocamos no programa todos os ritmos pop e ainda músicas gospel remixadas. Na ‘Gospel Night’, pelo menos 30% do público nem é evangélico. São pessoas que curtem o ambiente”.

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