Por bianca.lobianco
Além de roteirista%2C Leandro atua em peça no Rio e estreia no cinemaDivulgação

Rio - O rosto por trás de uma das séries de maior sucesso no canal Multishow, ‘Vai que Cola’, é de Leandro Soares. O autor, que também é ator, levou o canal de 14º para 5º lugar no ranking do mais assistido com a série. Além de criar a atração, ele escreveu o roteiro do filme, sucesso nos cinemas. Mas Leandro não imaginava a repercussão que o sitcom, que já está na quarta temporada, teria.

“O canal me encomendou uma série que tivesse uma pegada mais popular. Era uma coisa que o Multishow queria fazer há muito tempo. Algo para o grande público e com plateia aparente, um dos diferenciais. Sabia que o ‘Vai que Cola’ era um projeto grande, mas a resposta me assustou”, conta.

Aos 32 anos, Leandro acumulou na carreira as funções de roteirista, ator, produtor e diretor de TV. E admite que gosta de estar por trás e na frente das câmeras.

“Escrever e atuar vêm de lugares parecidos. As duas coisas nascem da necessidade de inventar histórias, personagens”, revela Leandro, acrescentando que atuar vai de encontro à sua personalidade agitada. “Gosto muito de escrever, mas ficar sentado horas é difícil para mim. Muitas vezes, escrevo atuando. Isso me ajuda, e consigo avaliar se o que escrevi funciona para o ator”, esclarece.

Embora venha conseguindo equilibrar os dois ofícios, o ator tem tomado cada vez mais espaço na sua concorrida agenda.Ele está em cartaz nos palcos cariocas com a premiada peça ‘A Importância de Ser Perfeito’, adaptação dele do texto de Oscar Wilde, e vai entrar em cartaz nas telonas. Em dezembro, protagoniza seu primeiro longa-metragem, ‘Tamo Junto’, ao lado de Sophie Charlotte. No filme de Matheus Souza, ele interpreta Felipe, um “cara acomodado”, que namora há muito tempo e resolve ficar solteiro. “Quando ele decide isso, encontra um amor do passado, a Julia, que a Sophie faz. Ela vai se casar, e é a última chance de eles ficarem juntos”, conta o ator. “Matheus me ganhou no roteiro. É bom como ator fazer coisas que não escrevemos, e também algo que acreditamos”, completa.

Leandro não quer parar. Nos planos, mais projetos de teatro, um deles com Marco Nanini, que o convidou para adaptar ‘Ubu Rei’, de Alfred Jarry. Na TV, não descarta uma emissora aberta e, quem sabe, escrever e atuar em novelas. “É a narrativa mais importante da dramaturgia brasileira. É o formato que mais fala com a população no país. Quero fazer”.

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