Por tabata.uchoa

Rio - Nosso convidado é um festeiro, um paraibano que é a cara do Rio. Empresário, consultor, deputado federal por três mandatos, pai de cinco filhos, cinco casamentos. A coluna conversa hoje com Ricardo Rique.

LILI: Ricardo, um dia você chutou o balde e virou o maior festeiro da cidade. Como foi essa virada?

RICARDO: Aconteceu por acaso. Eu tive um enfarte aos 43 anos e decidi que viveria para mim. Decidi curtir a vida e dar festas para quem eu gosto. E o Rio estava carente disso. Comecei a dar grandes festas. Seu Jorge me ligou: “Ô Ricardo, estou aqui no Rio, vim para a festa da Liège Monteiro”. Foi na minha festa, ele deu uma canja com o Latino, foi o máximo. Vera Fischer, que não queria mais ir às festas, foi linda e encantadora nas minhas. Christiane Torloni também não gostava de festas, e passou a adorar com as minhas.

Como você abandonou suas empresas e a carreira política?
O homem tem necessidade de poder, sem ele o magnetismo some. Criei um “poder paralelo”, o do “homem das festas”. Meu poder agora está muito maior do que antes! (risos)

O que uma festa deve ter para fazer sucesso?
Uma festa tem que ter um pouco de tudo. Tem que ter society, intelectuais, artistas e gente jovem...

Qual a maior extravagância?
Em uma festa, nem vou dizer quanto gastei, assim até eu me levo para o hospício. Remontei o Hippopotamus, em casa, para o Ricardo Amaral, uma das maiores festas do Brasil. A festa ficou na história. Fiz uma coisa diferente, dividi a festa por turmas, disse aos “diversificados” que começaria à 1h. E para o pessoal da velha guarda, às 21h30. Quando deu 0h30, eu desci correndo porque eu não queria ver minha casa explodindo. A velha guarda viu que já era a hora deles e foi embora. O segundo turno da festa foi até 5h da manhã.

Verdade que na festa você vai para o quarto tirar um cochilo?
Verdade! Fico o dia todo preocupado com detalhes. Chega uma hora que cansa, à 1h30 da manhã vou para o quarto e durmo até 2h30, tomo um banho e chego de cara e roupa novas.

Ricardo, o que já fizeram para entrar em suas festas?
Já entraram de vestido e peruca. Uma pessoa que eu não gostava. O sujeito botou uma peruca, mas eu acabei descobrindo e botei para fora.

Você fez a conta para saber se o dinheiro era suficiente, após decidir vender as empresas?
Quando vendi os negócios, fiz a conta. Esse governo me ajudou muito com essas taxas de juros altíssimas. Quem não trabalha e aplica vive bem, quem trabalha se lasca. Não tenho culpa do que o governo fez, fui altamente beneficiado por isso.

E como é o Ricardo Rique pai?
Tive fases, fui pai aos 20, aos 30 e aos 40 anos. Minha relação com meus filhos mais novos é outra, porque eu estava pronto para ser pai. São relações diferentes. Mas todos bem tranquilos e com estrutura financeira muito boa.

Pra quem você faria uma festa?
Michel Temer.

Um sonho e um beijo?
Vou realizar, conhecer a Tailândia. Um beijo para meus filhos. 

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