Apresentador do 'Vídeo Show' relembra trajetória

Há um ano e meio, o ator divide a bancada do programa com Otaviano Costa e garante que o novo ofício é uma boa oportunidade

Por lucas.cardoso

Rio - Com 16 anos de carreira, 25 peças e sete novelas no currículo, o ator e apresentador do ‘Vídeo Show’ Joaquim Lopes se diverte ao lembrar que a mãe praticamente o obrigou a fazer teatro. “Nunca pensei em ser ator na vida. Meu pai e meu irmão são médicos. Ela percebeu que eu tinha muita energia, que precisava ser canalizada, e me levou para o Célia Helena (escola de teatro paulista)”, conta Joaquim. Há um ano e meio, o ator divide a bancada do ‘Vídeo Show’ com Otaviano Costa e garante que o novo ofício é uma boa oportunidade, que agarrou com a mesma postura adotada em tudo que faz: com determinação e dedicação.

“Foi uma surpresa. Nunca direcionei minha carreira para ser apresentador. Quando terminou a novela ‘Império’, o Boninho (diretor de núcleo) me chamou para fazer um teste. Deu certo. Sou assim, me jogo”, diz ele, que também está cartaz com a peça ‘Por Isso Fui Embora’ no Teatro Clara Nunes.
Joaquim admite que o fato de ser ator complementa o apresentador: “O ao vivo depende muito do improviso. Aí entra a interpretação. Ser um colega também facilita nas entrevistas de bastidores”.

A proposta era uma experiência de seis meses, mas o ator se integrou à equipe e deve permanecer na atração em 2017. “Não sei o que vai acontecer, mas acho que sim. Vivo um dia por vez, isso diminui a frustração. Está sendo incrível. Descobri como apresentador coisas que não enxergava em mim. Apresentaria outros programas se fosse convidado”.

Ele se lembra das dificuldades iniciais e de como foi importante observar os colegas mais experientes para ficar seguro. “Cheguei muito cru no programa. Lembro que, no início, ia todo dia para o estúdio observar o Ota (Otaviano Costa) e a Mônica (Iozzi), quando ela ainda estava. Isso foi fundamental”, confessa, declarando sua admiração pelo colega: “Conheço Otaviano há mais de 15 anos, somos amigos. Ele é um mentor, ótimo comunicador e sabe tudo dessa máquina”.

O paulista estranha a cobrança em escolher uma das facetas profissionais. “Algumas pessoas me perguntam: e agora, você é apresentador ou ator? Sou os dois, ora! Me sinto vivo num palco, num set ou apresentando. É maravilhoso porque me abriu mais uma possibilidade artística”, garante.

A curiosidade por novas atividades é antiga. Ele é formado em publicidade, teatro e gastronomia. “O artista dedica a vida para entreter as pessoas. Tem a ver com gastronomia. Um, através da arte, da diversão; o outro cuida do público através da comida. E no programa, lido com o humor. Sempre penso que estou proporcionando um pouco de paz na rotina das pessoas”.

Ele pondera que em todas as profissões existe em comum a necessidade da atenção para o outro, coisa que, aliás, é uma das suas principais características. “Gosto de cuidar. Quando quem está perto de mim está bem, eu também estou”, afirma.

EM CARTAZ

Cria do teatro, Joaquim ficou feliz com o convite para a peça ‘Por Isso Fui Embora’, que está em cartaz no Teatro Clara Nunes, no shopping da Gávea. “Acredito que o amor, a busca pela felicidade é que move tudo. E essa peça trata muito disso”, afirma Joaquim.

Em cena, ele forma um triângulo amoroso com os personagens das atrizes Priscila Fantin e Camila Lucciola, explorando as inquietudes dos encontros e desencontros românticos. “Nunca vivi um triângulo, pelo menos que eu saiba”, ri o ator, que foi casado com as atrizes Thais Fersoza e Paolla Oliveira, mas prefere não entrar em detalhes da vida pessoal. Ser pai está nos seus planos. “É um sonho. Quando fui tio e vi a emoção do meu irmão com meus sobrinhos pude entender o tamanho desse amor. Quero viver isso”.

Com 2016 chegando ao fim, ele vê sua trajetória até aqui de forma positiva e conta que vai terminar o ano trabalhando. “Tem a peça, que em algum momento para e volta no início de janeiro. Mas apresento o ‘Vídeo Show’ de fim de ano, ao vivo, no dia 29. Estou feliz, busco isso todo dia, um dia por vez”.

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