Por bianca.lobianco

Rio - Uma dupla com um nome desses — Fiduma & Jeca, sendo que “fiduma” é uma abreviação daquilo mesmo que você está pensando — não poderia passar despercebida. Lançando novo clipe (‘Bagunçando As Avenidas’, inspirado na comédia ‘Se Beber Não Case’, de Todd Philips) e preparando novo disco, Pedro Juliano Cardoso de Oliveira, o Fiduma, e Marcelo Dadona Nunes, o Jeca, moradores de São José do Rio Preto (SP), receberam os apelidos dos colegas de faculdade ao começarem a cursar Agronomia. E quase decidiram usar os nomes verdadeiros para divulgar a dupla.

Fiduma %26 JecaDivulgação

“No começo, eu próprio vendia os shows da dupla e reparava que os contratantes não gostavam do nome. A gente mandava nossa logomarca com ‘Fiduma & Jeca’ e mesmo assim eles colocavam Pedro & Marcelo no aviso do show. Chegamos a usar nossos nomes, mas voltamos para o Fiduma & Jeca. Chama a atenção, porque a pessoa acha diferente e clica para ver o clipe”, brinca Fiduma. Apelidados assim por causa da bagunça que aprontavam no campus e na república onde moravam, entre as aulas, eles se conheceram no primeiro dia de aula.

“Como nosso aniversário é no mesmo dia (ambos nasceram em 29 de abril de 1992), fizemos uma festa juntos e começamos a tocar. O primeiro show foi no improviso mesmo, lá na república, em 2010. Pegamos um cabo de vassoura, colocamos um microfone com fita isolante, demos um jeito de equilibrar para parecer um pedestal e saímos cantando. Universitário é no improviso!”, recorda Fiduma, que escondeu por vários anos o apelido de sua mãe. “Ela sempre me perguntava se eu tinha apelido, porque todo mundo na faculdade ganhava um. E eu falava ‘não, mãe, não tenho, nenhum apelido pegou’. Imagina a mãe descobrir que o apelido de seu filho é abreviação de ‘filho duma égua’? Quando a dupla começou, não teve mais jeito. O engraçado é que ela hoje ouve ‘olha aí a mãe do Fiduma!’”, zoa.

O nome e a gozação de músicas como ‘Anjo Chapadex’ (na qual um anjo desce à Terra para cuidar de uma jovem e acaba sendo desencaminhado por ela, durante as noitadas) acabaram atraindo até público infantil para a dupla, garantem. “A gente leva alegria para o público nos shows e nas músicas. Somos de bem com a vida e procuramos passar isso para todos. Daí, as crianças gostam, os pais... Como a gente coloca influências de country e rock, muita gente que ouve rock e não ouve sertanejo acaba vindo elogiar o trabalho”, revela Jeca. “A gente gosta de rock nacional, de rap, de Charlie Brown Jr, Projota... Nos shows, tocamos Legião Urbana, Inimigos da HP, muitas coisas diferentes”.

É CACHAÇA MESMO

No clipe de ‘Bagunçando As Avenidas’, Fiduma acorda de ressaca após uma noite de festa e vê que Jeca sumiu. Procura o parceiro pelos lugares onde estiveram durante a madrugada, com uma foto do amigo na mão. A cachaçada da introdução do clipe, eles avisam, foi de verdade — os dois literalmente enchem a cara e o líquido transparente das cenas não é água, não.

“A gente tentou incorporar o personagem e acabou incorporando um pouco demais, daí ficou aquilo ali que você viu... Ficou legal o resultado, não?”, brinca Jeca. “Você viu a expressão do Jeca? O homem quase morreu! Bom, a gente gosta um pouquinho só de pinga, né? Daí...”, brinca Fiduma, que diz ter visto 15 vezes ‘Se Beber Não Case’, cujo roteiro — você sabe — fala de quatro amigos que vão a uma despedida de solteiro e esquecem tudo o que viveram durante a madrugada.

“Quando estávamos procurando algo para o roteiro, vimos que cabia uma história inspirada no filme”, conta Fiduma, que já viveu situações parecidas com a do clipe. “Ih, muita loucura, principalmente quando a gente é largado pela mulher, tá abandonado e toma umas e outras... Teve um dia em que saí, troquei de carro com uma menina e acordei sem saber onde estava, e ainda com outro carro!”

E NO RIO?

Fiduma e Jeca têm um DVD lançado, ‘Depois da Chuva’, gravado ao vivo em São José do Rio Preto, com participações de César Menotti & Fabiano, Munhoz & Mariano, Bruninho & Davi e João Carreiro. Enquanto o disco novo não vem, fazem no Youtube a série ‘Picando a Mula’, com histórias de bastidores. E querem cantar no Rio. “O público carioca já ouviu falar da gente, mas estamos chegando aos poucos. Tem gente aí nos procurando para fazer festa de formatura de faculdade, sabia?”, diz Jeca, que assim como o amigo, deixou o curso de Agronomia trancado. “Mas quem sabe um dia a gente volta”. 

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