Responsável por festas de famosos diz que dá para aliar qualidade e preço

Flávia Barbedo diz que seu diferencial é a releitura de pratos clássicos de boteco, a qualidade dos produtos e o tempo do serviço, que chega a cinco horas de festa

Por O Dia

A chef Flávia BarbedoAlexandre Brum / Agência O Dia

Rio - Provavelmente, você já deve ter visto aquelas festas de aniversário de artistas como Alcione e Zeca Pagodinho com temas de boteco, regadas a comida e bebida, e imaginado que poderia realizar algo parecido — claro, dentro do seu orçamento. Na verdade, isso é possível. Quem garante é a chef Flávia Barbedo (no Facebook, Flávia Barbedo Buffet — Arte em Gastronomia), responsável pelas comemorações temáticas inspiradas em botequins, que fazem sucesso entre artistas e anônimos.

“As pessoas podem pensar: ‘Deve ser muito caro’. Mas é possível trabalhar com qualidade e com preço justo. O meu bufê não é caro”, frisa a chef. “O material é todo meu, tudo incluso, gelo, degustações, guardanapo, bebida (cerveja, refrigerante, água mineral e coquetel de fruta, para quem prefere). É só me dar o espaço e a pessoa chegar na hora marcada”, completa ela, que fotografou no restaurante Il Piccolo Biergarten, na Lapa.

E quais os quitutes que fizeram mais sucesso nas festas da Alcione e do Zeca? “O bobó de camarão, o sanduíche de pernil com abacaxi e geleia de pimenta, e o caldinho de feijão foram as preferências”, entrega.

Os diferenciais do serviço de Flávia estão na qualidade dos produtos, no tempo de serviço (“normalmente, os bufês fazem quatro horas de serviço, e eu faço cinco”) e também na releitura de pratos clássicos, que agradam o paladar desde o tradicional frequentador rotineiro de botecos até os clientes mais exigentes. “Não tem o Angu do Gomes? Eu sirvo polenta com shiitaque, escondidinho de carne seca dentro da minimoranga, ovo de codorna com geleia de pimenta, minipenne com molho de linguiças especiais, arroz carreteiro mais cremoso. Na sobremesa, tenho tangerina com chocolate meio amargo, entre outros”, conta.

Em tempos de crise, a chef conta que o orçamento é customizado de acordo com o perfil e preferência do cliente. “Tem cliente que não quer bebida, que prefere otimizar o custo, ou porque não tem espaço. Tudo é conversado. A decoração é opcional, é uma parceria de trabalho que tenho, em que a gente trabalha com balcões de madeira. Mas se a pessoa não quiser nada disso e quiser otimizar o custo, nós temos mesas, nos adaptamos ao perfil do cliente”, explica.

Até a época do ano é levada em consideração quando é chegada a hora de montar o cardápio. “Quando estamos em clima mais quente, vou tirando um pouquinho o escondidinho de carne seca e coloco salpicão com carne seca, coloco algo mais fresco. Nós sempre temos dois caldinhos de entrada também. No inverno, sugiro caldo verde, em minidegustação. No verão, eu faço de cenoura com gengibre, ou hortelã com espinafre para dar uma refrescada”, pontua.

A relação de Flávia com a cozinha não é de agora. “Meu pai tem bufê há 30 anos aqui no Rio de Janeiro e, desde que tenho 13 anos, estou acostumada com esse universo de cozinha. Mas me apaixonei pela cozinha de boteco porque as festas são divertidas, as pessoas têm uma bossa, a festa também. Faço bufê infantil, mas não tem a mesma bossa que tem as festas de boteco, que são tão animadas”, diz, aos risos.

Nascida no Rio de Janeiro, Flávia, 39 anos, tem 15 de experiência e já passou por São Paulo e Brasília. Há quatro anos, ela voltou para o Rio disposta a investir cada vez mais nesse nicho de botecos em casa. “Costumo dizer que é complicado ser o administrativo e o criativo. Eu gosto de criar e invisto mesmo. Não tenho medo de inovar”, afirma. Prova disso é que a chef leva para as festas itens como bingo, mesinha de bilhar, de totó, e tem ainda uma banda que a acompanha. “As pessoas ficam encantadas com essa festa. Eu abro o salão vestida de chef e paramentada com um chapéu Panamá, dançando com o garçom vestido de malandro carioca, que serve as bebidas enquanto sambamos”, conta.

Em questão de minutos, o gelo é quebrado pela descontração da chef e seu parceiro de dança, e a pista logo enche. “Faço essas brincadeiras porque amo o meu trabalho. E transmito essa alegria e amor na cozinha também”, frisa. 

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