Por bianca.lobianco
Rio - A Caixa Cultural, no Centro do Rio, apresenta até 15 de janeiro (terça-feira a domingo), a mostra gratuita ‘Diários: Do Segredo à Revelação’ A ideia é a abordagem de todas as formas e tipos de escrita pessoal.
Exposição traz trechos dos diários do fotógrafo e colecionador Joaquim Paiva%2C que levou 128 diários para a Caixa CulturalDivulgação

Idealizada pela curadora Betch Cleinman, o projeto reúne exibição de filmes, palestras, oficinas e leitura dramatizada por atores. Para a curadora, as atuais formas de socialização, através da internet, colocaram a escrita em alta, indicando que as novas tecnologias não acabaram com a prática de uma escrita pessoal.

“Se as novas mídias modificaram a forma de sociabilidade entre as pessoas, a internet, através dos blogs e das redes socais, transformaram-se em um local de troca e de interação, remetendo às origens do diário”, afirma.

A mostra nasceu a partir da descoberta dos diários do fotógrafo e colecionador Joaquim Paiva.
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“Os diários do Joaquim são visuais, poéticos, instigantes, artesanais. Escrever o roteiro e dirigir o curta ‘Cinzas’, a partir de imagens dos diários e da performance que ele realiza no Corcovado, me fizeram entender a riqueza do tema e das distintas formas de expressão pessoal”, revela Betch, especialista em cinema e história.
Para Joaquim, que participa da exposição com 128 diários, que faz desde agosto de 1998, quando trabalhava em Buenos Aires, e depois passou por Lima, Brasília, Madrid, São Francisco, e por fim Rio de Janeiro, registrar as experiências pessoais ou coletivas, é uma forma de auto conhecimento.
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“Escrevendo, você entende melhor o que deseja dizer ou sente. E também se alivia. A arte é uma ótima terapia. Você passa a se conhecer melhor ao conviver com os seus próprios diários, com os seus sentimentos e emoções”, analisa, e completa: “O público vai verificar como podem ser interessantes visualmente os cadernos em que escrevi, colori, desenhei, fiz citações, colei fotos, imagens. Um espaço de liberdade e experimentação plástica”.
Betch torce para que o público goste, e saia estimulado da mostra.
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“Um diário, em todas as linguagens possíveis, é sobretudo expressão de desejo de mostrar os vestígios de nossa existência, da nossa condição humana. Será lindo se a mostra estimular desejos e criações pessoais”.
A programação de hoje, começa com a oficina ‘O Diário de Amor — Enquanto a Alma Gêmea Não Aparece’, com o professor e pesquisador Sérgio Barcellos. Na sequência, tem a exibição de três filmes, o último, ‘O pudor ou o Impudor’ (1992), de Hervé Guibert, às 19h15.
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Confira a programação completa no site solardasmetamorfoses.com.br.