Tammy Di Calafiori conta como será sua personagem em ‘O Rico e o Lázaro’

Atriz também falou sobre como foi sua primeira vez e revelou que se impressionou com a rotina dos refugiados sírios

Por O Dia

Tammy Di CalafioriDivulgação

Rio - No teatro ela está ousada, na TV, será uma heroína em uma novela bíblica. Tammy Di Calafiori, 28 anos, não para e garante que não tem medo de trabalho. “São personagens que me desafiam, adoro isso. É cansativo fazer os dois veículos ao mesmo tempo, mas sou tão feliz em exercer minha profissão, que até o cansaço é bom. Só agradeço por poder trabalhar e viver do ofício”, esclarece.

Em cartaz até 18 de fevereiro, com a peça ‘A Minha Primeira Vez’, de Isser Korik, no Teatro Fashion Mall, em São Conrado, a atriz, que está ao lado de mais cinco atores, interpreta várias personagens, no espetáculo que fala das primeiras experiências sexuais. “Vivemos muitos relatos : divertidos, dramáticos e conflitantes.Percorremos emoções completamente diferentes”, revela Tammy.

O espetáculo conta com depoimentos do texto original de Ken Davenport, histórias de internautas, com as experiências do público, já que a plateia responde a um questionário antes da sessão, e claro, com a vivência dos atores. “Usamos nossos relatos, sem nos identificar, tudo misturado ao texto. Não tenho problema em falar do assunto, mas para muita gente ainda causa constrangimento. Acho que de uma forma geral, as primeiras vezes causam ansiedade”. E a primeira vez de Tammy, foi tranquila? “Foi no momento certo, tinha 18 anos, e com a pessoa que quis. Mas estava ansiosa, claro, normal”, confessa.

‘O RICO E O LÁZARO’

Depois de uma rápida passagem pela Globo, na novela ‘Haja Coração’ (2016), a atriz voltou a assinar com a Record e ganhou um papel de destaque na novela que substituirá ‘A Terra Prometida’. Tammy estará em ‘O Rico e o Lázaro’ interpretando Lia. 

“Ela é uma mocinha com muita força. É uma escrava. Acaba indo morar na Babilônia por conta de uma das invasões, e se mantém fiel a Deus. Então é forte, não tem medo. Olha no olho”, conta a atriz, que afirma gostar de novelas de época, e já ter feito mais do gênero, do que tramas contemporâneas.

A oportunidade do trabalho novo, se misturou a uma aventura vivida recentemente. Tammy entrega que costuma se envolver em causas que ‘a toquem’ profundamente. E uma delas, vivenciada pouco antes de começar a gravar, acabou servindo também, como laboratório para sua personagem no folhetim bíblico. “Fui para Grécia, levada por uma amiga, a Fabiana Tambosi , que está fazendo um lindo trabalho voluntário em um dos muitos acampamentos lá, dos refugiados Sírios. A Record me cedeu uma semana antes das gravações”, revela.

Ela lembra que sentiu nas conversas que teve no acampamento, muita força nas pessoas, apesar de toda situação de desamparo, e identifica em sua Lia, na ficção, uma força similar. “São pessoas que saíram do seu país e sabem que vão passar por tudo, mas lutam, têm esperança”. 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

“Posso me definir antes e depois dessa experiência. Algumas pessoas me perguntaram: ‘Você está indo para Grécia ajudar refugiados sírios, quando aqui temos gente precisando?’. Aqui já faço um trabalho com idosos, uma causa que me toca. O importante é ajudar, porque somos todos um só. Não importa se aqui ou lá”, esclarece.

Tammy relata emocionada, o que viu de perto: “Chegando em Thessaloniki, na Grécia, com a Fabiana me deparei com a situação real dos refugiados. São famílias que tiveram que abandonar tudo em seu país e partir apenas com uma mochila. Com a esperança de uma nova vida, eles embarcaram em uma longa jornada, em condições desumanas para chegar até Europa. Os países da União Europeia fecharam as fronteiras entre eles para evitar um súbito afluxo de pessoas.Consequentemente, muitos refugiados foram instalados em acampamentos improvisados na Grécia”.

“Eles não estavam preparados para uma guerra, como nós não estamos. Tudo é impermanente”.

“Continuo me comunicando com pessoas que conheci lá, e acompanhando a situação, divulgando as formas de colaborar. Acredito que devemos fazer o que pudermos para melhorar o mundo. Para motivar, ajudar o próximo. Como artista, posso tocar, emocionar e levantar questões importantes”. 

Indicações de Tammy, para doações:

‘Together for Better Days’ (www.togetherforbetterdays).

‘Help Fugees’ (www.helprefugees.org.uk). E o site de um amigo, chamado Hassan Kassam, que está arrecadando doações e trabalhando no acampamento Oreokastro (www.generosity.com/volunteer-fundraising/syrian-refugees-at-oreokastro-refugee-camp).

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