Georgiana Góes e Maria Rezende fazem espetáculos na Casa Rio

Atrizes abordam questões afetivas e femininas em cena

Por O Dia

Rio - Com espetáculos em torno da temática feminina e de relacionamentos, a atriz Georgiana Goés, 39, e a poeta, atriz e montadora de cinema, Maria Rezende,38, fazem em dias diferentes uma ocupação na Casa Rio, em Botafogo.

Georgiana reestreia hoje o seu ‘Pequenos E Grandes Gestos De Despedida’, que fica em cartaz com sessões de sábado a segunda. A ideia da peça surgiu depois do término de um relacionamento amoroso. E foi sendo construída junto com o público que participou do processo da peça em diferentes períodos.

Georgiana%3A redescobertas e reinvenções após términosNil Caniné

“Na época, fiz uma viagem com um ex-namorado, com a intenção de decidir uma história de amor. Voltei imbuída de todas essas emoções, e topei falar sobre isso”, revela Georgiana. A atriz conta que a plateia contribui através de depoimentos captados depois das sessões. “Essa ideia de cruzar a minha história com a deles foi pensando que todo mundo tem histórias de amor, de despedidas. E todas são sempre parecidas. A minha história poderia ser a história de todos”, conclui.

Ela destaca uma delas: “Um casal que foi assistir, havia viajado para o mesmo lugar que eu, com a mesma intenção. Quando viram a peça, choraram muito, e vieram falar comigo. Como se, de alguma forma, eu tivesse ajudado no processo que eles estavam vivendo, porque não tinham conseguido se separar, e ainda estavam respirando muito essa indecisão. Foi emocionante”, recorda a atriz sobre o projeto, que após as apresentações tem confraternização com degustação de vinho e pão artesanal da Bike Bakery ao som de uma playlist criada por Rodrigo Penna.

Em ‘Carne do Umbigo’, que fica em cartaz até 06 de fevereiro, Maria também faz um espetáculo intimista, que une poesia, performance e videopoemas. “Sou uma mulher no mundo e acho que todas as questões que trato na minha poesia são inerentemente femininas. Tenho poemas que têm um olhar para o lugar da mulher Poemas que hoje entendo como feministas mesmo, mas, quando escrevi, ainda não tinha essa dimensão. Tem muitas questões femininas, mas não é, de forma nenhuma, uma poesia feminina. Eu não acredito nisso, acho que literatura é literatura”, define Maria.

O título ‘Carne do Umbigo’ foi tirado do nome de seu terceiro livro. “Surgiu do fato de que a minha poesia é muito pessoal, confessional, de olhar para o próprio umbigo. Estava em um momento de separação, de ter que me reinventar, me redescobrir, e tentando encontrar minha força. Fiz esse paralelo, de que a gente tem tudo que a gente precisa e não tem que buscar nada fora”.

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