Quarta temporada do ‘Tá no Ar’ terá 11 episódios e participações especiais

Claúdia Raia e Sandy foram convidadas para o programa

Por O Dia

Rio - Imagina só a cena: a apresentadora Angélica (que lançou o hit ‘Vou De Táxi’) está em um Uber black quando o veículo é parado por um manifestante taxista, indignado com o fato da loura ter optado pelo concorrente. Esse é só um dos esquetes do ‘Tá No Ar: A TV Na TV’, que estreia hoje, a quarta temporada com 11 episódios na Globo. “A participação do convidado normalmente depende da ideia. Se tem uma boa ideia para aquele convidado, aí chamamos. A gente pensou primeiro o esquete do Uber com protesto de táxi, aí pensamos que seria muito legal ter a Angélica no veículo”, conta Marcius Melhem, que divide a redação final do programa com Marcelo Adnet. 

Marcelo Adnet em cena do 'Tá no Ar'Divulgação

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

A cantora Sandy também marca presença nessa temporada. “Ela estará no primeiríssimo episódio, em um programa tipo ‘Video Show’. É como se fosse uma cena de arquivo do Sandy & Junior. É um pedaço de bastidor. Só não posso contar”, desconversa Melhem. “Tem ainda uma participação de artista de outra emissora”, completa, em tom de mistério.

Fato é que a irreverência do ‘Tá no Ar’ — aliada ao humor ácido e ao elenco versátil — tornou o programa o queridinho da Globo. Os artistas pedem para participar. Lilia Cabral é uma delas. “Ela não está nessa temporada. Falou que ia colocar no contrato dela. A Lilia já foi Globeleza, Helena. Mas esse ano temos também Claudia Raia, Lulu Santos, Rodrigo Lombardi, Regina Duarte e Mel Maia, entre outros”, explica. Para Adnet, existe uma pessoa com quem ele gostaria de contracenar no programa. “Claro que seria o Silvio Santos, sem dúvida. É uma figura unânime. Ele é querido, onipresente. Ele não é de outra emissora, ele é o dono do SBT, ele é do Brasil, de todos”, derrete-se.

LIVRO DO ‘TÁ NO AR’

Entre as novidades está ainda o lançamento, no mês que vem, do livro do ‘Tá no Ar’. A obra conta detalhes todo o processo criativo da trupe, produção, números, participações. “É um livro para ser lido e visto. Voce tem que baixar um QR code, baixa o leitor no seu celular, e a cada pagina que você vai lendo, você passa o QR code e vê a cena na hora tudo que a gente está falando”.

QUADROS DE SUCESSO

O diretor Mauricio Farias conta que todo ano, a equipe do programa avalia quais quadros ficam e quais que vão embora. “Nessa temporada a gente continua com ‘Jardim Urgente’, ‘Galinha Preta Pintadinha’, ‘Balada Vip’ e ‘Militante’, entre outros”, avisa.

PROCESSO DE CRIAÇÃO

Marcelo Adnet em cena do 'Tá no Ar'Divulgação

Segundo Farias, eles fazem cerca de 40 esquetes por episódio. “Dá mais ou menos 400 esquetes. Dessas, podemos tirar uns 60 que são repetições do que a gente já fez. Os outros 340 são novos e feitos em estilos diferentes respeitando os gêneros da TV”, afirma. A partir desse momento, os redatores se reúnem e peneiram as melhores ideias e as classificam por estilos e cores. E as colocam em um grande quadro e montam o programa.

“Pegamos fichas e colocamos uma novela, zapeia, colocamos dois comerciais, zapeia, entra um programa jornalístico, entra um ‘interrompemos’, um ‘Silvio Songs’ (músicas de sucesso cantadas por Adnet imitando Silvio Santos)... Aí a gente percebe que está falando de religião no clipe e numa cena. E tiramos porque tem muita religião”, detalha Melhem. “Ou quando é o mesmo ator nas cenas que se seguem”, completa.

UNANIMIDADE É A META

O consenso é uma meta entre os redatores. Adnet diz que se algum dos profissionais questiona o sentido de alguma piada ou cena, eles param o que fazem até que todos fiquem satisfeitos. “Essa temporada passada teve uma cena que um roteirista não gostou. Discutimos, mas ela foi ao ar”, lembra.

CASA NO JARDIM BOTÂNICO

O escritório dos criadores fica em um andar inteiro em uma casa no Jardim Botânico. “O espaço foi todo desenhado por nós. Como seriam as mesas, onde teria uma televisão, se teria DVD. Tem uma área de convivência comum que tem um varadão com churrasqueira. E dentro de cada redação tem uma geladeira com cerveja artesanal. É maravilhoso”, entrega aos risos.

Como toda a equipe de criação não fica no Projac, Marcius acredita que isso é um fator que contribui para o sucesso da atração. “O grande barato de estar inserido em outras empresas que não sejam de TV, indo almoçar no meio da rua e não no Projac, é estar ‘na vida’”, defende ele.

‘O CHORO É LIVRE’

Em relação às eventuais críticas que o programa possa receber, Melhem encara com naturalidade. Para ele, se os redatores têm liberdade de fazer a cena que quiserem, as pessoas também têm liberdade de gostar ou não. “O choro é livre. Uma empáfia é o comediante fazer uma piada e achar que não pode ser criticado. Óbvio que a gente busca o aplauso, quer agradar. Mas isso não é o nos que pauta”, garante.

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