Por tabata.uchoa
Publicado 27/01/2017 14:33

Rio - Eclético e animadíssimo. Assim é o nosso convidado de hoje: Milton Cunha. Cheio de sonhos e planos, atualmente divide com a jornalista Mariana Gross um quadro muito divertido, no ‘RJTV’, da Rede Globo. Ele também revelou para a coluna que um dos seus sonhos é atuar numa novela ou trabalhar em um programa de humor.

Milton CunhaReprodução Internet

Fale um pouco sobre você.

Não existe só um Milton. Adoro ser estilhaçado. Gosto de ser muitos. Um pouco de palhaço, um pouco de homem sério... Uma personalidade multifacetada. Tem também um pouco de bêbado das esquinas do samba pelas madrugadas. Tem ainda um pouco de intelectual, porque sou um universitário .

Quando sua carreira decolou?
Quando entrei para a Beija- Flor para ser carnavalesco. Na época, eu era produtor de moda. Em 1994, com o enredo sobre Margareth Mee, ficamos entre as cinco primeiras colocadas.

Como será o carnaval de 2017?
O carnaval deste ano é o da crise. É o carnaval do "não tem dinheiro, se vira em criatividade". Será um evento de superação e isso é muito bom.

Um momento saia justa na Avenida?
Eu estava estreando como carnavalesco e na transmissão da TV Manchete, a repórter me apresentou como Chico Spinoza. Depois, me perguntou: "Chico, como será o carnaval da Beija-Flor desse ano?". E eu respondi como se fosse o Chico Spinoza. Mas, no final, disse: "Estou muito feliz de estar na TV Bandeirantes!". A repórter retrucou: "Mas Chico, nós estamos na Manchete!". E eu respondi: "Mas isso não tem a menor importância, porque eu também não sou Chico Spinoza!". O diretor gritou: "Corta!". Foi uma saia justíssima!

Conte uma novidade?
Uma novidade é que meu baile gay está indo para o terceiro ano e nessa edição será no Salgueiro. Outra novidade é que a Viviane Araújo será a rainha do baile, enquanto o Carlinhos do Salgueiro será o rei.

Já sofreu preconceito?
No meu tempo de TV Educativa, no final dos anos 80, vários diretores disseram que se eu não fosse um gay assumido, poderia ganhar um programa. Eu não quero ser outra coisa. Quero que assistam meu programa pelo jeito que sou. Saí de Belém para conseguir minha identidade. Por causa de um programa de TV iria mudar? Imagina!

E sobre seu trabalho nas transmissões do carnaval. O que vem de novo por aí?
Nós vamos transmitir o carnaval de sexta e sábado da pista; e no domingo na segunda lá do aquário. Está cada vez melhor, porque está cada vez mais solto e brincalhão. Aquilo não pode ser uma missa, ou uma parada militar. Aquilo é carnaval e precisa conversar com a senhorinha que mora no Acre e com o senhorzinho no Sergipe.

Como é sua parceria com a Mariana Gross?
Somos iguais no espírito. Eu sou mais histriônico: grito mais, pulo... Ela não, tem de segurar a onda. Mas, sinceramente... somos dois lados da mesma moeda. A Mari é maravilhosa e tem um humor incrível.

Um sonho?
Um sonho profissional é trabalhar numa novela ou em um programa de humor. Algo que possa colocar meu ator para fora. Eu quero mesmo é a ficção, inclusive no teatro e no cinema. Mas o que eu quero mesmo é a televisão.

E quais são os outros planos para este ano?
Depois do carnaval... mais carnaval! Em abril, embarco para Lausanne, na Suíça, onde serei enredo da Escola Unidos do Samba, durante a Festa do Sol. A escola é composta por brasileiros que moram lá.

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