Lili Rodriguez: Fala sério, que mulher!

No Dia Internacional da Mulher, temos uma convidada especial. A escritora, jornalista e multitarefas Thalita Rebouças

Por O Dia

Thalita Rebouças, escritora e jornalistaReprodução

Rio - Hoje, Dia Internacional da Mulher, temos uma convidada especial. A escritora, jornalista e multitarefas Thalita Rebouças. Com cerca de 2 milhões de livros vendidos, está prestes a lançar o 23º. Dois foram adaptados para o teatro, e outros dois, filme. Conversou conosco sobre a comemoração e falou que, em abril, ‘Fala Sério Mãe’ vai estar nas telonas do cinema. 

LILI: O que significa o Dia da Mulher para você?

THALITA: Todos os dias são das mulheres. O dia 8 de março, na verdade, é só uma celebração do que estamos conquistando ao longo do tempo, em relação às vitórias e autoconfiança. Acho que hoje estamos muito mais confiantes em “nosso taco” para tudo. E isso está passando para todas as áreas da vida, de uma maneira geral. É um dia de celebrar o que eu celebro todos os dias.

Em que as mulheres já avançaram?

Eu acho que nunca a mulher teve tão em voga, no melhor sentido da palavra. Acho que estamos mostrando uma força. Apesar de não gostar da expressão “empoderamento feminino”, gosto da palavra poder. Acho que com a nossa força, resistência e quebra de tabus, temos motivos, ano após ano, para comemorar. Tem muito ainda para se conseguir, mas tem muito o que comemorar também.

Que mulher você admira e te inspira?

Nise da Silveira. Por ela ter ficado à frente do seu tempo e enfrentado as técnicas agressivas que eram usadas em pacientes com doenças mentais. Ela foi uma pioneira no tratamento psiquiátrico, lançando mão de tanta coisa bacana, como a arte e a pintura, ao invés de choques e outras coisas agressivas. Ela inspira mais pela falta de medo. É mais do que coragem. É falta de medo de, naquela época, ela se jogar, sem rede, e bancar a opinião dela. E tanta gente apresentou melhoras absurdas com o tratamento. Sou muito fã, e ela realmente é uma mulher que eu admiro e que sempre vai me inspirar.

Como você lida com os fãs, jovens em formação?

Acho que lido muito bem com eles. Tenho tanto carinho por eles... é uma troca de igual para igual. Não trato fã de maneira diferente. Eles me conhecem, jogo limpo com eles. Faço selfie e falo para eles: “Ó, não vai me deixar com a cara feia” (risos). Eu tenho uma relação muito bacana com eles e é muito gratificante ver quantos leitores e leitoras eu formei. Eles cresceram comigo e continuam lendo meus livros.

E a participação no ‘The Voice Kids’?

Está sendo uma experiência maravilhosa, agora dia 12 começa o ao vivo, estou muito empolgada! Já sou super fã do programa, e estar lá acompanhando tudo de perto, aquele talento todo, fico arrepiada só de falar.

Momento marcante...

Minha primeira Bienal, quando eu vi um monte de fãs gritando meu nome. Nunca imaginei isso. 

Uma saia justa...

Não chega nem ser uma saia justa, mas quando, alguém quer furar fila. Como uma vez, uma juíza furou a fila, para pegar um autográfo - enquanto todos os meus fãs que acordam cedo - e estavam há horas na fila esperando. Fica uma situação super constrangedora... Até minha família fica na fila.

Maternidade...

Não penso em maternidade. Fazer filho é fácil, mas criar é muito difícil. A vida que eu levo não é fácil. Não gostaria de criar um filho sem me dedicar, tenho um pouco de pânico disso. Eu optei por não ser mãe, acho muito nobre ser mãe e eu não suportaria, perfeccionista do jeito que eu sou, ser uma mãe meia bomba... (risos)

Uma novidade?

Estou compondo! Estou namorando um músico e já fiz uma música para o filme e estou fazendo as músicas para a peça ‘Fala Sério, Gente’, que vai estrear em junho.

E o namorado?

Daniel Lopes, ele é músico, e tem uma banda. É compositor, e esta tirando isso de mim. Como disse, agora estou compondo, uma coisa que eu sempre quis. Já chamo ele de “namorido”. Não sei ainda se vamos casar, se rolar, queria uma festa linda pois sou festeira, e gostaria que fosse na praia!

Um sonho...

Ver meu filme ‘Fala Sério, Mãe’ estrear. Acho que será a maior emoção da minha vida. Ver meus livros publicados pelo mundo. E que os livros sejam vendidos mais baratos, para serem mais acessíveis para as pessoas. 

Um beijo...

Para Portela, e todos os envolvidos, foi um show na avenida. Foi muito bom poder gritar é campeã na Sapucaí!

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