Flávio Ricco: A TV paga tem poucos canais ativos no Brasil

A TV, aqui, depende exclusivamente do que as emissoras convencionais e algumas outras poucas, como as da Globosat, Fox, Discovery e a própria Turner realizam, excetuando-se aí os esportivos, jornalísticos e infantis

Por O Dia

Rio - A TV paga sofreu outro duro golpe, em sua já triste realidade, a partir dos acontecimentos desta última semana que culminaram em um novo processo de esvaziamento da Turner no Brasil e a transferência de todo o seu processo de produção para a Argentina.

Dizer que a soma dos canais por assinatura já ocupa o segundo lugar de audiência, perdendo da Globo, mas se colocando à frente de Record, SBT e companhia bela, foi outra forma de se vender uma mentira ou mostrar, sabe Deus a quem, que a TV fechada é uma realidade a ser respeitada em nosso país. Bobagem.

A TV, aqui, depende exclusivamente do que as emissoras convencionais e algumas outras poucas, como as da Globosat, Fox, Discovery e a própria Turner realizam, excetuando-se aí os esportivos, jornalísticos e infantis. O restante — cerca de 200 e tantos — não existe. Nem aparecem no mapa e só ganham alguma visibilidade quando têm seus nomes incluídos nos “vantajosos” pacotes das operadoras, montados apenas para diferenciar seus preços. A máscara caiu. 

ENTÃO É ASSIM

O ‘Dancing Brasil’, da Xuxa, será apresentado em 13 semanas na Record, a partir de 3 de abril, ao vivo e direto dos estúdios da Casablanca, no Rio. Isto é o que já está sacramentado e combinado com ela. 

PASSO SEGUINTE

Considerados os seus 13 episódios, o ‘Dancing Brasil’ será exibido até a penúltima semana de junho e isto não significa que o ano de trabalho da Xuxa na Record se encerrará por aí. Um outro formato, que ainda não existe, será produzido para ir ao ar durante todo o segundo semestre, só que aí dos estúdios da Record, em São Paulo.

PERIGO EXISTE

O que aconteceu com a Xuxa e em inúmeros outros programas semanais é a acomodação de suas equipes em esquemas ou formatos que já não conseguem agradar ao telespectador.

Hoje, com a concorrência na altura que está, na TV e fora dela, deve ser permanente a preocupação em se reinventar e buscar o novo. O sucesso de ontem já deixa de valer hoje.

TERMINOU ONTEM

Sob a liderança de Willy Haas, a Globo encerrou ontem uma nova convenção nacional do seu departamento de vendas. O encontro foi realizado em Gramado, no Rio Grande do Sul.

BOA MÉDIA

O ‘Cidade Alerta’, do Marcelo Rezende, na quarta-feira, sem enfiar a cabeça nas manifestações das ruas, fechou com a sua maior média deste ano na Grande São Paulo: 12 pontos. Foi o maior share da emissora no dia. E entregou para a novela bíblica com 15 pontos.

DEU RUIM

Circula, agora, uma informação na Record que Samara Felippo não viverá mais Ester Bezerra, mulher de Edir Macedo, no filme ‘Nada a Perder’. Segundo se informa, a dispensa teria ocorrido em função de um problema “extracampo”, no Rio, que teria desagradado os produtores.

A atriz ainda não se pronuncia sobre o caso.

NADA AINDA

Joyce Ribeiro, apresentadora que deixou o jornalismo do SBT, admite que tem amigos na Globo, como em outras emissoras, já conversou com várias, mas ainda não tem nada acertado. Está no mercado. 

AGORA VAI

Tatá Werneck agora está certa no elenco da próxima ‘Escolinha do Professor Raimundo’, na Globo, com gravações marcadas para junho. Ela sempre esteve nos planos do programa. Só não participou porque na época ainda estava envolvida com a novela ‘I Love Paraisópolis’. Fernanda Souza foi chamada para o seu lugar.

Últimas de Diversão