Uma mãe moderna na novela

Sem filhos na vida real, Ângela Dippe, a eterna Penélope do 'Castelo Rá-Tim-Bum', está em 'Carinha de Anjo' e confessa ter um carinho especial pelo público infantil

Por O Dia

Cenas de Ângela Dippe em ‘Carinha de Anjo’%3A sua personagem é roqueira%2C tenta ser moderna e “acaba pagando mico”%2C como ela contaBruno Correa / SBT

Rio - De rosa da cabeça aos pés. Era assim que Ângela Dippe aparecia na TV e mexia com o imaginário das crianças em ‘Castelo Rá-Tim-Bum’, ao interpretar a repórter Penélope, na década de 1990. Depois do seriado da TV Cultura, a atriz fez participações em novelas do SBT e da Globo, mas foi nos trabalhos ligados ao público infantil que a moça sempre se destacou na dramaturgia.

“Eu não tenho filhos, então acho que isso é uma compensação”, afirma a atriz, celebrando a oportunidade de trabalhar mais uma vez para os pequenos. No ar em ‘Carinha de Anjo’, folhetim infantil do SBT, a artista interpreta Rosana e protagoniza muitas cenas engraçadas. “Nunca fiz uma personagem como essa. Ela é roqueira, quer ser descolada, mas acaba pagando mico (risos)”, conta Dippe.

Na novela, Ângela também dá vida a uma síndica de condomínio. Mas como mãe de Juju (Maisa Silva) e Emílio (Gabriel Miller), a personagem não agrada com esse “excesso de modernidade”. “Ela é de outra geração e não entende muito o mundo digital. A filha dela (Juju) é uma vlogueira. Então, ela vive esse conflito de querer parecer mais nova, porém acaba sendo uma mulher ultrapassada perto das crianças”, explica.

De volta ao SBT, a “eterna Penélope” diz que a emissora de Silvio Santos contribuiu ao fazê-la perceber que seu lugar é com os baixinhos. “Fiz ‘Pérola Negra’ (1998) aqui no SBT e na novela eu era a Ivone, uma empregada que as crianças gostavam muito”, lembra. “Eu adoro o público infantil, é um privilégio trabalhar para eles”, completa a intérprete de Rosana, que embora tenha carinho pelos outros papéis, não titubeia na hora de dizer qual foi o mais importante da carreira: “A Penélope, claro!”

Além de se sentir em casa no Complexo do Anhanguera, a atriz revela que um de seus prazeres é encontrar e contracenar com a jovem Maisa Silva. “Eu já era fã dela antes, agora sou mais ainda. Ela cresceu e se tornou uma pessoa incrível”, afirma, emocionada. “Não consigo conter as lágrimas (risos)”, diz ela, pedindo desculpas.

A sensibilidade mais aflorada, segundo ela, tem um motivo especial. “Aqui não tem estresse. O SBT é uma empresa, óbvio, mas é um trabalho muito gostoso de se fazer pelo clima, pela equipe. Por isso, a gente fica assim, meio bobo. Essa novela tem uma história muito linda", justifica.

Após ‘Carinha de Anjo’, Ângela não sabe quais serão seus próximos trabalhos. Com mais uma personagem voltada aos pequenos, no entanto, a atriz já carrega a certeza de que tem alguma ligação especial com os “mais novinhos”. Ainda sem revelar seus planos, ela diz querer continuar na emissora após o término da novelinha, mas por enquanto nada certo. “Já sou macaca velha, né?(risos). Esse negócio de criar expectativa, eu já aprendi que é furada (risos)”.

Reportagem de Bárbara Saryne (Diário de S.Paulo / Agência O DIA)

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