Por karilayn.areias
Dani Calabresa Divulgação

Rio - No ar com esquetes engraçadíssimas no ‘Zorra’, que estreou uma nova temporada no sábado passado, Dani Calabresa conta que a inspiração para as piadas do programa está nos jornais. “Tá difícil competir com a realidade”, diz ela, que vê como um acerto trazer cenas cotidianas para a ficção e o humor.

“Esses dias, eu peguei um táxi e o motorista me ofereceu água, bala, um bolo que a mulher dele tinha feito. Eu comecei a pensar que o cara ia me beijar de língua”, brinca a loura, com uma certeza: “Tem tanta situação engraçada na vida que dá para trazer para cá (TV)”.

Vontade de colocar todas as sacadas no papel não falta, mas a ex-mulher de Marcelo Adnet conta que não encontra espaço no humorístico. “O ‘Zorra’ tem um time muito talentoso. Tenho vontade de escrever outro projeto, mas antes preciso encontrar uma redação que precise de gente porque essa aqui já está cheia. Se eu chegar para escrever, vão falar: ‘Chega de ideia, linda. Vai pra casa’ (risos)”, explica a moça.

Com liberdade para sugerir e sempre conectada nas redes sociais, a humorista não define um limite para a brincadeira. “É individual isso, é muito particular. O Chico Anysio dizia que o que é engraçado tem de ser dito”, comenta ela, que usa a estratégia de tratar o público como um grupo de amigos. “Quando eu posto uma piada no meu Twitter, não fico preocupada se vão entender ou não. Quando eu estou na mesa do bar e falo alguma coisa que meus amigos dão risada, eu tenho vontade de contar para o público”, justifica.

Por não ter filtros em suas piadas, Dani já foi mal interpretada, mas revela não se preocupar com o que os outros pensam. “Eu acho que isso é um problema da pessoa porque se eu acho engraçado, é um direito meu de dizer. E também é um direito dela de não gostar”, reconhece.

Dani Calabresa em esquete do ‘Zorra’Divulgação

Sem perder o charme, a atriz garante que o que a deixa chateada é gente que se ofende gratuitamente com o que ela diz. “Não gostar é uma coisa, mas se ofender já é demais. Vejo como uma perda de tempo porque o que eu digo ou posto, são só piadas, e não verdades absolutas”, defende ela, livre, leve e solta. 

Reportagem Bárbara Saryne, Diário de S.Paulo/Agência O DIA 

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