Fernando Mansur revê seus 50 anos de carreira em livro

'A Caixa Mágica: Histórias de Vida pelas Ondas do Rádio' terá lançamento hoje, a partir das 18h, na Livraria Leonardo Da Vinci, no Centro

Por O Dia

Rio - “O que seria da minha vida sem o rádio? Não seria vida”, avalia o radialista Fernando Mansur. Com 65 anos de idade e 50 de carreira, ele conta sua trajetória no livro ‘A Caixa Mágica: Histórias de Vida pelas Ondas do Rádio’, que terá lançamento hoje, a partir das 18h, na Livraria Leonardo Da Vinci, no Centro. E a noite de autógrafos não será nada convencional: o grupo Casuarina fará perguntas ao comunicador e dará uma canja. “A música sempre foi o meu universo”, frisa Mansur, autor de outras seis obras.

Fernando Mansur com o cantor João Bosco%2C que dá depoimento no livroDivulgação

Voz oficial da rádio O DIA Music, onde também apresenta o programa ‘Alegria no Ar’ (de segunda a sexta, às 8h), Mansur conta que o livro é dividido em dois momentos. O primeiro é baseado na sua tese de doutorado, com uma profunda pesquisa sobre a história do rádio e seus personagens. Mas para não ficar com muita cara de linguagem acadêmica, Fernando foi transformando o projeto em uma leitura mais fluente.

Em seguida, com ajuda de amigos, o locutor percebeu que poderia fazer da obra também um espaço para homenagear o veículo que sempre esteve presente em sua vida. “Vi que minha vida estava ligada ao rádio. Ele me levou à faculdade. Quem me sustentou foi o rádio, ele me abriu as portas da vida. Vi que o fio condutor é o rádio, e onde me senti sempre feliz”.

Por isso, o segundo momento é dedicado às histórias vividas por Mansur nas ondas da ‘caixa mágica’. “Conto desde meus sonhos de criança, a vinda para o Rio de Janeiro, caminho pela minha busca espiritual, autoconhecimento. Pedi depoimentos de amigos e artistas sobre o nosso convívio no rádio. Tem depoimentos como o de João Bosco, Lenine, Ivan Lins, Martinho da Vila e Roupa Nova, entre outros”, adianta o mineiro de Ponte Nova.

Capa da publicaçãoDivulgação

A relação com o rádio é antiga. Quando pequeno, Mansur ouvia rádios do Rio, Minas e São Paulo. Na época da escola, ele tinha seu timbre de voz incentivado por uma professora, que ainda o estimulava a ler poesias e a ser o orador da turma. “Era a Dona Lilá, mãe de João Bosco”, lembra, sobre o amigo e conterrâneo. Fernando foi coroinha da igreja, ajudava o padre e lia as epístolas. Certa vez, o gerente de uma rádio ficou impressionado com o desempenho do rapaz de 16 anos e o convidou para um teste. E não parou mais.

Outra paixão de Mansur é o magistério. Com mestrado na ECO (Escola de Comunicação da UFRJ), foi trabalhar na universidade em 1992 e ficou 23 anos. “Faço um balanço positivo de vida. Pretendo fazer outro livro com coletâneas dos artigos que escrevo para O DIA, de mensagens de otimismo”, diz ele, que considera o rádio um sobrevivente, pois a cada nova onda de tecnologia a tal “caixa mágica” aprende a como usá-la a seu favor.

No comando de seu programa na rádio O DIA Music, Mansur acredita que o mundo precisa de mensagens de otimismo. “Precisamos jogar uma sementinha de luz e esperança. Uma coisa que escrevo ou falo pode influenciar e ajudar alguém que precise. O rádio tem muito desse papel de ser uma caixinha de afetos, aproximação, conversa amiga, de chamar para perto”, diz.

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