Lili Rodriguez: O Tremendão arrasa

Cantor assinou contrato com a Som Livre e lançará CD acústico

Por O Dia

Erasmo CarlosDivulgação

Rio - Erasmo Carlos continua um Tremendão. No niver de 76 anos, assinou contrato com a Som livre, e lançará um CD acústico. Nas telonas, estreia ‘Minha Fama de Mau’, biografia musical baseada no livro escrito por ele. Direção de Lui Farias. No elenco, Chay Suede como Erasmo, Isabela Garcia, Gabriel Leone... Dia 17 de junho, faz show em Teresópolis, no Paradise Garage, espaço com pub, oficina mecânica e gastronomia. Ufa! Tudo este ano!

LILI: Você sabia que seu caminho era música?
ERASMO: Não, mas sempre gostei muito de música. Morava na Tijuca, na época da Rádio Nacional. Todos os rádios ficavam ligados mais ou menos na mesma estação. Mesmo brincando, estava sempre ouvindo música: boleros, sambas, Cauby, Francisco Carlos, bossa nova, rock n’roll. Minha formação musical foi muito vasta. Assisti à magia do nascimento dessas coisas.

Qual foi o primeiro passo na música?
Quando eu passei a gostar muito de rock n’roll, quis fazer parte daquilo de qualquer forma. Descobri que queria viver de música.

O que te inspira, amor ou fossa?
O amor, claro! A inspiração da minha vida. Pensamento positivo sempre. Procuro tirar lições das derrotas, mas penso positivo sempre.

Como foi ouvir sua música no rádio?
Eu lembro que, na primeira vez que ouvi uma música minha no rádio, estava no banheiro. Foi uma surpresa, mas não pude comemorar porque estava sentado.

Fale do disco ‘Gigante Gentil’.
Deu muita satisfação, porque ganhou Grammy de Melhor Disco de Rock do Ano. É um troféu que há muito tempo eu gostaria de ganhar. Concorri várias vezes e não ganhei, mas finalmente chegou o meu dia. É um disco que me deu uma estrada muito boa, que estou fazendo até hoje. Me deixou muito feliz.

No início você teve medo?
Sempre fui na aventura. Quando somos jovens, não temos essas reflexões. Tem aventura e ímpeto de querer fazer. A “irresponsabilidade” da aventura, sabe? Aquela coisa bonita que temos na juventude... Foi isso que me moveu. Jamais imaginei que viria o sucesso que tenho hoje. Sempre sonhei em dar um lugar para minha mãe morar. A vida me deu muito mais que eu imaginava. Fiquei feliz com tudo o que consegui. Não peço nada a Deus, só agradeço pelas coisas que tenho.

Para você, família é...
Família é tudo. Eu não acho justo decidir entre família e profissão. Prefiro ficar com as duas coisas, cada um com seu espaço. São duas coisas que movem minha vida. Tinha três filhos, um morreu ano passado. Tenho dois filhos e quatro netos.

E sobre a dor de perder um filho?
Uma das maiores perdas, mas a vida segue. Uma parte de você vai embora, mas você tem que seguir com a vida.

Sua família te apoiou?
Eu fui criado sem pai, só o conheci com 23 anos. Minha mãe sempre me acompanhou, muito feliz, curtiu toda a parte da Jovem Guarda. Ela ia aos programas de TV.

Como se inspira?
Às vezes, você cria a partir de um sentimento, ou um tema. Sou muito cinematográfico ao compor. Gosto de contar, sou um contista, gosto de narrar uma imagem.

E no cinema, como foi e o que vem por aí?
Eu fiz ‘Diamante Cor de Rosa’, ‘Os Machões’ e ‘300 km/h’, ‘O Cavalinho Azul’ e acabei de filmar ‘O Paraíso Perdido’, um filme da Monique Gardenberg. É sobre um patriarca que interpreto, que sonha em manter a família unida, apesar de muito conturbada. Estreia este ano o meu filme, extraído do livro ‘Minha Fama de Mau’, escrito por mim. O Chay Suede viverá o Erasmo Carlos.

Conte uma novidade.
Um livro de poesias que escrevi e que será lançado em 2018, o prefácio e a orelha assinados por Roberto Carlos e Bruna Lombardi. Além disso, assinei contrato com a Som Livre e talvez lance um disco acústico este ano. Temos várias reuniões para decidir.

Fale de trilhas no teatro.
Fiz ‘A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato’, com Marília Pêra, Marco Nanini e Zezé Motta.

O que faz no ócio?
Vejo televisão, esporte, assisto a filmes. Gosto de novela. Estou em duas trilhas: ‘Os Dias Eram Assim’ e ‘Pega Pega’.

Teve música censurada?
Muitas! ‘Vida Blue’, ‘Amada Amante’, que Roberto Carlos canta e que tivemos de trocar versos. Teve outra que fiz sobre o feminismo, que tive de trocar o nome e ficou sendo chamada de ‘Baby’. Os censores eram muitos. Se mandasse a música de novo e caísse nas mãos de outro censor — de bom humor —, passava.

Um sonho e um beijo?
Meu sonho é viver bem e que todos se entendam e que o amor sobreviva. Não peço nada a Deus, já realizei meus sonhos. Um beijo para minha mulher, Fernanda. 

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