Marcus Majella faz seu primeiro protagonista no filme 'Um Tio Quase Perfeito'

Ator viverá um trambiqueiro que cai nas graças dos sobrinhos

Por O Dia

Marcus Majella em cena do filmeDivulgação

Rio - Imagina um cara sem noção, mas nobre de coração. Do tipo que para ninar uma criança conta a história do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e que para ver a felicidade dos sobrinhos é capaz de qualquer sacrifício/trapalhada. Esse é Tony, o protagonista do filme ‘Um Tio Quase Perfeito’, de Pedro Antonio. O longa marca a estreia de Marcus Majella no papel principal e chega aos cinemas na quinta-feira.

“Nesse momento, antes da estreia oficial, sinto frio na barriga. A galera fica na expectativa de como vai ser a bilheteria. É uma pressão normal, mas tenho muita gente legal ao meu redor. Queria estrear como protagonista cercado de gente boa. Não só com bons atores, mas também com uma equipe técnica muito boa. E consegui tudo que desejei. Espero que o público goste”, torce o ator.

A TRAMA DO FILME

Na história, Tony é um ator que vive de bicos: desde aplicar pequenos golpes na praça (de falso pastor ou de falso peruano) ou fazer vezes de estátua viva. “Admiro muito o trabalho de estátua viva. Mas acho que ainda devo ter tinta na nuca e no suvaco. Isso demora para sair (risos). Faz ideia de como fica o azulejo? É tinta para tudo que é lado. Mas tudo pela arte”, diverte-se.

Sem ter onde morar, Tony e a mãe, a também trambiqueira Cecília (Ana Lúcia Torre), vão pedir abrigo na casa de Ângela (Letícia Isnard), irmã de Tony. Só que Ângela precisa fazer um curso fora da cidade e deixaria os filhos sob os cuidados da empregada. Como Tony e a mãe não têm para onde ir, eles dão um jeito da doméstica não aparecer no dia da viagem, forçando Ângela a deixar os herdeiros com a dupla destrambelhada. “O Tony é um minipicareta adorável. Não chega a ser mau-cárater, faz pequenos truques e enganações, mas é do bem”, brinca.

LONGA TRANSFORMADOR

Apesar da temática ser bem explorada no cinema, Majella explica que o público pode esperar diversão, emoção e tranformação. “Trabalhar com criança dá muita leveza. Eles têm brilho no olhar. Às vezes, na nossa profissão a gente engessa, e as crianças trazem um frescor. Eu resgatei isso com elas. Me transformaram, e acredito que as pessoas que assistirem também vão se transformar. Às vezes, o autor tem uma grande ideia, o diretor também. Mas o filme não se comunica, e as pessoas vão embora no meio. E esse filme tem começo, meio e fim”, salienta.

Marcus Majella com atores que fazem seus sobrinhos em filmeDivulgação

SUPEROU PERRENGUES

Assim como seu personagem, Marcus também já passou por apertos. “Já passei por perrengues como ficar sem dinheiro para pagar as contas. Foi aí que virei contrarrega de teatro, uma profissão digníssima, e aprendi muito. Fui contrarregra do Paulo Gustavo”, conta ele sobre o amigo também ator.

SONHO REALIZADO

Natural de Cabo Frio, Majella começou fazendo sucesso com esquetes na internet, entre elas da produtora Porta dos Fundos, e para a TV foi um pulo. “A gente sempre sonha com protagonista. Estou realizando um sonho”, vibra.

Majella diz que, desde seu personagem na TV, o concierge Ferdinando, seu público infantil é sempre bem presente. “Recebo vídeos das crianças imitando o Ferdinando e fiz esse filme para presenteá-las. Meu maior desafio é que as pessoas acreditem no Tio Tony, assim como acreditam no Ferdinando”, deseja.

TIO MAJELLA

Durante cinco semanas, Majella respirou e viveu para o filme. Isso sem falar nos dois meses de preparação. Para chegar nas três crianças que interpretam os sobrinhos de Tony — Julia Svacinna, a Patrícia; Sofia Barros, a Valentina; e João Barreto, o João — foram feitos testes com mais de 100 crianças. A partir das 30 selecionadas, foi a vez de o protagonista contracenar com os pequenos para ver se tinha química e ajudar a escolher os finalistas. “Nos demos bem desde essa fase”, conta ele, que era chamado pelos pequenos de Tio Majella.

SORVETE E PIPOCA

A única hora em que o Tio Majella deixava a brincadeira de lado era quando tinha que se preparar para gravar. Nesse momento era concentração total, já que ele tinha muitas cenas no roteiro. “Mas quando eu via as crianças com sorvete ou pipoca — adoro soverte e pipoca! —, eu me dispersava rapidamente. Elas eram muito mimadas, merecidamente. Claro que uma hora ou outra eu brincava também. Não sou durão e gosto muito de criança”, entrega, aos risos.

Marcus Majella em cena de filmeDivulgação

Na vida real, Majella é filho único, mas é tio e padrinho de Maria Eduarda, de 14 anos. “Dou presentes incríveis, e ela adora”, zoa. “Não sou irresponsável que nem o Toni, que é porra-louca. Mas me identifico com ele porque também é ator”, completa. Sobre uma possível continuação, Majella frisa que isso vai depender do público. “Se depender da gente, teremos muito mais”, sentencia.

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