Lili Rodriguez: muito fôlego, muitos sonhos

Incansável, Boni acumula anos de experiência, mas ainda tem fôlego de menino

Por O Dia

Rio - Incansável, Boni acumula anos de experiência, mas ainda tem fôlego de menino. Na conversa com a coluna, contou sonhos desafiadores, como uma nova emissora em São Paulo com tecnologia revolucionária. Além disso, tem uma lista repleta de ideias para fomentar nosso Carnaval e também supervisiona um novo filme sobre Chacrinha. 

O que está achando dessa redução da verba das escolas de samba?
O Carnaval do Rio movimenta bilhões de reais que são revertidos em educação, segurança, saúde e outros setores públicos. Durante essa época, a cidade recebe cerca 1,1 milhão de turistas que movimentam a economia local em todos os setores e por isso é um erro cortar investimento em um momento que a cidade precisa tanto aparecer positivamente para o mundo e, principalmente, se reerguer. São nesses momentos de instabilidade que se faz ainda mais necessário o investimento para que a arrecadação seja ainda maior. Eu faria o maior e mais lucrativo Carnaval da história.

E como seria o Carnaval do Boni?
Antes de mais nada, faria uma remodelação do Sambódromo com a revisão da iluminação, dando a ela uma função artística como nos grandes shows mundiais. O diretor de iluminação Césio, da Globo, já fez um projeto e já sentamos com a Philips para viabilizá-lo. Dentro do conceito de “economia de circuito”, aproveitaria a iluminação retirada para usar em diversos pontos da cidade. Colocaria de 8 a 12 telões de quarenta metros com imagens específicas para cada setor, diferentes da televisão. Completaria a reforma do som já iniciada pela Liesa e pela Gabisom, eliminando cabos de som na Avenida, retirando os caminhões de som e entregando som digital ao longo da passarela. Mudaria para o centro da passarela o recuo da bateria, que hoje fica no setor 11, com remanejamento de cadeiras de pista. Estimularia carnavalescos ao uso desses novos recursos. Mudaria seleção de jurados e o sistema de julgamento, inclusive informatizando-o. Proporia uma discussão de problemas de concentração e dispersão. Ampliaria o uso do sambódromo, para otimizar custos e aumentar lucros. Faria, enfim, uma revolução.

Você esteve doente recetemente. Como está sua saúde?
Já estou bem melhor. Recebi alta na semana passada e voltei a trabalhar. Uma semana após a cirurgia, já estava despachando em casa e agora volto ao escritório e vou a São José dos Campos ver a TV Vanguarda.

Conte uma novidade.
A novidade é que o roteiro do filme do Chacrinha está em andamento e iniciaremos as filmagens em setembro. Eu sou o supervisor do projeto, que é da Globo Filmes, escrito por uma equipe chefiada por Cláudio Paiva e será dirigido por Andrucha Waddington. Stepan Nercessian será o protagonista. Está em pleno vapor.

De onde você tira tanta energia para realizar tantas coisas?
Eu faço o que amo e isso me dá energia. Só acredito no que se faz com paixão.

Como você se sente com seu filho Boninho ter consolidado uma carreira importante na Globo, da qual você foi o fundador? E a Lou, sua mulher, como está?
O Boninho é um profissional brilhante, uma pessoa de grande caráter e um amigo perfeito. Isso é o melhor que um pai pode esperar do filho. A Lou está em forma. Parece uma menina. E é uma mãe excepcional para todos os meus quatro filhos. Para o Bruno, que é dela, e que é pós-graduado na Columbia University de Nova York; e também para os outros meus filhos que ela assumiu.

Conte um sonho...
Fazer em São Paulo uma emissora aberta de jornalismo, mas em moldes revolucionários, operando em conjunto com plataformas da web de serviços como saúde, educação, entretenimento, gastronomia etc. Permanentemente integrada às redes sociais. Uma operação multimídia e interativa que permitiria que o usuário pudesse ver como é e onde encontrar desde o atendimento para uma emergência médica ou, simplesmente, escolher um filme em exibição na cidade e adquirir o seu ingresso, tudo sem sair do ambiente de televisão.

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