Escalada para novela das nove, Tainá Müller acha que D.R. é um mal necessário

'O que mata o amor é a indiferença', diz a atriz

Por O Dia

Rio - Tainá Müller é bem franca quando o assunto é D.R. (discutir relacionamento) — tema predileto da sua mais recente personagem na TV, a conflituosa Bia de ‘Edifício Paraíso’, exibida em junho no GNT e disponível no GNTPlay.

Tainá MüllerAndré Nicolau

“Acho D.R. um saco, desgastante, mas extremamente necessária quando há algo de errado. O que mata o amor é o silêncio, a indiferença. Acredito que o diálogo é a única solução que temos para resolver qualquer conflito”, afirma a atriz, de 35 anos, que é casada com o diretor Henrique Sauer, há mais de três anos.

“Se relacionar dá trabalho, é preciso empenho e força de vontade. Ainda mais em tempos como o nosso, em que tudo é tão volátil e descartável. Na era do ‘block, follow e unfollow’ (bloquear, seguir e deixar de seguir, em tradução livre do inglês) parece mais simples trocar de parceiro do que reinvestir na mesma relação”, diz.

FAMÍLIA NO BASTIDOR
Você e o seu marido brigam? “Claro, como qualquer casal. Eu costumo dizer que só brigo com quem eu amo. Com quem não me importo, só me afasto ou ignoro”, frisa.
Tainá e Henrique são pais do pequeno Martin, de 1 ano (“Eu achava que conhecia o cansaço, até me tornar mãe”, diverte-se a atriz). A participação da gaúcha na série só foi possível porque ela tinha por perto o marido e o filho, que na época tinha 5 meses, por perto — eles viajaram do Rio para São Paulo.

“Aproveitava as pausas para retoque e troca de cenário para amamentá-lo. E durante a preparação, deixei um estoque de leite no congelador da produtora, para não precisar nunca parar a cena caso ele chorasse. Meu marido estava de férias na época e cuidou dele durante as gravações”, conta.

Apaixonada por personagens paradoxais, Tainá está reservada para a novela ‘O Outro Lado do Paraíso’, de Walcyr Carrasco, que estreia em 2 de outubro, às 21h, na Globo, mas não tem detalhes da personagem. Paralelamente, também no ano que vem, ela tem mais trabalho com o longa ‘Blue Mauritius’, do diretor Michael Wenning.

“No filme, vou interpretar Maria, uma ex-ginasta que vai usar suas habilidades para roubar um dos selos mais valiosos do mundo”, adianta ela, que ainda hoje é lembrada como a fotógrafa Marina, que tinha um relacionamento homoafetivo com Clara (Giovanna Antonelli) na novela ‘Em Família’ (2014). “Recebi muito carinho do público”, diz.

SEXO É FUNDAMENTAL
Em ‘Edifício Paraíso’, a personagem de Tainá vivia discutindo com o marido, Marcelo (Michel Melamed), mas o sexo acabava sendo uma solução para os problemas. “Acho que sexo não é tudo numa relação, mas é fundamental. Só não pode cair na cilada tóxica de brigar para transar. Mas no geral, costuma ser ótimo para diluir tensões”, frisa ela, que torce para que a série tenha uma continuação.

Gaúcha de Porto Alegre (RS), Tainá conta que o fato de morar há 12 anos longe da terra natal acabou ajudando a misturar seu sotaque. “Mas basta eu ficar brava que a gaúcha faca-na-bota vem a cavalo!”, entrega, aos risos.

Formada em jornalismo, ela logo desistiu da profissão para virar modelo internacional. E passou por muitos perrengues. “Na China, mediam nossa cintura semanalmente. Se engordássemos, ameaçavam cortar o ‘pocker money’, a grana semanal que a gente usava pra comer. As meninas mais novas acabavam descontando na comida e tinham problemas, sofriam pressão”, conta ela, que morou na Ásia e na Europa. “Foi na Itália que decidi voltar para o Brasil e estudar para me tornar atriz”, recorda. 

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