Lili Rodriguez: Cícero Dias vive...

Depois de passar por Brasília e Sampa, chegou a vez de o Rio se render à genialidade de Cícero Dias (1907-2003), numa exposição com importantes obras do pintor

Por O Dia

Rio - Depois de passar por Brasília e Sampa, chegou a vez de o Rio se render à genialidade de Cícero Dias (1907-2003), numa exposição com importantes obras do pintor, que completaria 110 anos em 2017. A inauguração teve direito a passeio guiado por Denise Mattar, que contou algumas curiosidades do artista pernambucano: da infância em um engenho, ele foi morar em Paris e virou um grande amigo de nada mais, nada menos, que Pablo Picasso. De-nise explicou a infl uência de Picasso na obra de Cícero. Aliás, a fi lha do pernambucano também estava no vernissage: Sylvia Dias, que tem nacionalidade francesa e é curadora honorária da mostra.

Dois dedos de prosa

Jorge Salomão é incansável, estreia ‘Eu Sou o que Espalho’ no Parque das Ruínas, domingo, às 16h. Ele nos conta o que vem por aí...

Jorge, como é o espetáculo?
Venho de uma série de trabalhos. No ano passado, f z a exposição no Oi Futuro Ipanema, quando completei 70 anos, a convite do curador Alberto Saraiva.

Paralelo a isso, lancei o livro ‘Alguns Poemas e Mais Alguns’. E com essas ideias nas quais estou sempre mexendo, pensei em fazer um novo espetáculo. Gosto de fazer palco, trabalhar a coisa oral do poema. A oralidade em si é o início da poesia.

 Como se prepara para a estreia?
Faço meditação e exercícios. Dia desses, cheguei do Beco das Garrafas de madrugada e, no dia seguinte, já levantei às 6h para fazer ginástica. Mas nada de pesado (risos)! Faço coisas mais leves para ter uma atmosfera de comportamento bacana.

 O preparo físico é importante no show?
Vou dançar em alguns momentos, com uma atmosfera de luzes brilhando. Para não fi car um espetáculo muito linear. Vou abordar temas da vida contemporânea, a intensidade do relacionamento das pessoas, a solidariedade. Aliás, minha poesia é carregada de atmosfera de solidariedadee de energia positiva.

 E o que vem por aí depois desse projeto?
Tenho dois livros prontos para lançar, ‘Campo Minado de Flores’ e ‘Panacum’, mas o momento está meio obtuso. Tenho um projeto de uma revista cultural, de número único, que vai se chamar ‘Zarabatana’. Nele, convidarei artistas, poetas, escritores e fotógrafos para participar. É uma homenagem à revista ‘Navilouca’, de 1972 - objeto de estudo em Harvard. Duas professoras americanas vieram à minha casa para conversar sobre esta revista. Foi divertido, até dançamos (risos)! 

Arte sem excessos...

Mariannita Luzzati, artista plástica que vive entre Londres e São Paulo, chegou ao Rio para a abertura da exposição ‘Migrantes’, na Galeria Marcelo Guarnieri, em Ipanema. A artista apresenta obras inéditas, como pinturas, desenhos e vídeos, que tratam da questão da migração, tanto da paisagem quanto de pessoas. Até dia 6 de setembro. Linda obra!

Conectando...

Notícia boa!! O chef Flávio Pedro ministra hoje, das 14 às 19h, o workshop ‘Gastronomia para Maridos’, no Espaço Maranguape, no Cadeg. Vão pilotar fogão.

‘Desesperados’, com Marcus Majella, Pablo Sanábio e Pedroca Monteiro, acaba domingo, no Theatro Bangu Shopping. De sexta a domingo, às 20h.

O hairstylist Darlan Pedretti entrou para o time da tesoura, do Sebastian Guedes Hair & Make up. Ele é uma estrela com as tesouras!

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