Tiago Homci vive garoto de programa gay que não gosta de travestis no teatro

Espetáculo 'Cama de Gato' fica em cartaz até 1° de setembro na Sala Municipal Baden Powell

Por O Dia

Rio - "Essa não é mais uma história de garotos de programa. As pessoas saem surpreendidas do espetáculo", afirma o ator Tiago Homci, o Bruno, da peça 'Cama de Gato', que fica em cartaz até 1° de setembro na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana, às quintas e sextas-feiras, às 22h30.

Tiago Homci vive garoto de programa gay que não gosta de travestis na peça 'Cama de Gato'Divulgação

A TRAMA

No texto de Max Mendes e direção de Marcello Gonçalves e Marcelo Dias, três garotos de programa têm a vida virada de cabeça para baixo depois da chegada de uma misteriosa travesti, Lois Lane (Thiago Tenório). "O meu personagem é um garoto de programa, gay, viciado em drogas e que tem preconceito com travesti. A curva dramática dele foi o que mais me atraiu. Ele passa a rever os conceitos dele, a se reinventar e a ver que todo aquele preconceito que ele guarda não tem necessidade. E entende que o importante é espalhar o amor", defende Homci, que divide cena com Fabrício Portela, Fernando Dolabella, Felipe Freitas, Henrique Sathler, Hugo Carvalho, Thiago Tenório e a DJ Cacá Werneck.

A peça tem cenas de nudez ("Não tem nu frontal, tudo é muito artístico. Quando é relacionado ao trabalho e não pejorativo não vejo problema algum", diz Tiago) e beijo entre homens. "Ano passado, fiz uma peça, 'Sabe Quem Dançou?', em que beijava, mas era bem rápido. Agora, nessa peça é um beijo apimentado. Entendo que pelo meu trabalho, eu uso o meu corpo como instrumento para falar com a sociedade sobre temas que são importantes e não vejo problema algum com isso. Estou muito feliz em contar essa história de amor", frisa o ator, que fez as novelas 'Além do Horizonte' e 'Haja Coração', ambas na Globo.

CONVITE POR FACEBOOK

O convite para participar da produção foi no mínimo curioso. O autor Max Mendes procurou Tiago no Facebook e mandou uma mensagem para o ator. Eles nem eram amigos. Na mensagem, Mendes explicou que tinha uma roda de leitura-teste da obra e que Homci estava convidado para participar e que depois explicaria como chegou ao nome dele. "Eu achei estranho, mas topei. Fiz o teste e peguei o personagem. Só depois o autor me falou que um cara tinha feito um teste e levou cenas em que eu estava. Aí, ele (Max) gostou e disse que me queria na peça. É o trabalho mais desafiador da minha carreira", comemora.

Além da peça, Tiago está de olho no cinema. Em novembro, ele começa a rodar o longa 'Amor em Tempo de Ódio', do diretor André Victolla. No filme, ele será Miguel, um gay que sofre preconceito do pai, Ernesto (Gláucio Gomes). "Só tenho a agradecer, e que venham mais personagens desafiadores", torce.

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