'Os desafios mais difíceis são oportunidades de mudanças', diz Maria Paula

Personagem de atriz se descontrola após o sumiço da filha no longa 'Doidas e Santas'

Por O Dia

Rio - Uma frase - “Ou viro doida ou santa...” - do poema ‘A Serenata’, da poetisa Adélia Prado, foi o pontapé inicial para o livro ‘Doidas e Santas’, de Martha Medeiros, que virou peça homônima e agora filme, que chega hoje aos cinemas. “A gente se afastou completamente do roteiro da peça, até porque a gente ia fazer cinema. Senão, a gente ia fazer teatro filmado. Não tivemos receio no projeto porque o filme é muito diferente da peça”, explica o diretor Paulo Thiago, do longa ‘Doidas e Santas’, protagonizado pela ex-casseta Maria Paula, de 46 anos.

Maria Paula é protagonista do filme 'Doidas e Santas'Divulgação

A PROTAGONISTA

Para o diretor, a escolha de Maria Paula para encabeçar o elenco foi algo fundamental. “A personagem Beatriz é aparentemente séria, uma psicanalista que está em crise, repensando a vida. Eu pensei que tinha que ser uma atriz que fosse divertida. Foi uma experiência maravilhosa trabalhar com a Maria Paula, que tem um bem -estar com a vida que é fundamental para a personagem”, derrete-se Paulo Thiago.

A TRAMA

O longa conta a história de Beatriz (Maria Paula), uma psicanalista de sucesso, que entra em crise ao perceber que se leva muito a sério. Além disso, a relação dela com a filha, Marina (Luana Maia), o marido, Olavo (Marcelo Faria), a mãe, Elda (Nicette Bruno), e a irmã, Berenice (Georgiana Góes), também vai de mal a pior.

“Tenho muito que agradecer ao meu parceiro Paulo Tiago, que me ajudou muito. A gente fez um trabalho antes de preparação, lia e ensaiava, e ensaiava de novo, e lia de novo, e ele me ajudou a criar essas nuances para cada cena. São  percebe que tem de tomar uma atitude. Fica claro que os desafios mais difíceis são grandes oportunidades de mudanças. E a gente precisa deles para se reinventar. Para mim, essa é a mensagem que mais vai inspirar as pessoas que forem ver o filme”, assegura Maria Paula.

“É muito bonito ter a coragem de encarar o que não está dando certo, rever suas atitudes, ver o que está fazendo de errado e corrigir, fazer a nova rota e ir em frente porque dá certo”, completa ela, que assistiu à peça e leu o livro. “E protagonizei o filme, que é completamente diferente da peça”, pondera, entre risos.

Georgina Góes, Samantha Schmütz e Maria PaulaDivulgação

OUTROS DESTAQUES

Ainda no elenco principal, Nicette Bruno interpreta a tresloucada Elda, mãe de Beatriz e Berenice, uma senhora que por mais loucuras que faça - ela adota uma iguana de estimação e pratica arvorismo e tirolesa nas férias - é a mais lúcida na família. “Se o diretor tivesse vontade (que ela pulasse), eu faria”, revela, aos risos.

ATRIZ PODERIA SER ATIVISTA

Para Georgiana Góes, que vive a Berenice, ativista em prol dos animais e irmã de Beatriz, a escolha de sua personagem não poderia ter sido melhor. “Tenho de alguma forma intimidade com algumas bandeiras que ela levanta. Se eu não fosse atriz, talvez me mandasse para o meio do oceano para salvar baleia”, conta, em tom de humor.

Nomes como Marcelo Faria, Flávia Alessandra, Thiago Fragoso, Samantha Schmütz, Fernando Caruso, Paulo Mathias Jr e Ivan Espeche Gil também integram o time de atores do longa. “Cada um trouxe um brilhantismo para os seus personagens. É um filme que me deu muito prazer em rodar. Espero que todos gostem”, torce o diretor.

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